Exportação de máquinas e equipamentos cresce no acumulado do ano

Segundo a Abimaq, associação que representa o setor, o Brasil está voltando ao pico de exportações registradas em sua história

Publicado em 30 de agosto de 2018 | 17:54 |Por: Ricardo Heidegger

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De acordo com dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a exportação de máquinas e equipamentos do Brasil cresceu 13,9% no acumulado do ano. Projetando exportações de US$ 10,2 bilhões ainda em 2018, o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, analisa que o Brasil está voltando ao topo das exportações. Ao apresentar os dados conjunturais do setor no mês de julho, Velloso fez uma comparação com 2012, ano em que o Brasil mais exportou na sua história, chegando a US$ 11 bilhões em vendas externas.

Divulgação Abimaq

Exportação de máquinas e equipamentos

Presidente executivo da Abimaq, José Velloso

O profissional destaca que é relevante considerar o destino das exportações brasileiras, sendo que 45,5% delas têm como destino os Estados Unidos e a Europa. “Isso mostra que é uma indústria competitiva, que tem muita tecnologia e que está em linha do que o primeiro mundo consome”, afirma.

Ainda sobre os dados de exportação de máquinas e equipamentos, Velloso reforça que além do exportador estar exportando mais, ele está obtendo mais receita em função de uma desvalorização de 20% do real.

“As empresas que exportam terão, no ano, um resultado muito bom, pois com o dólar mais caro, os exportadores estão tendo mais receita nas exportações”, comenta.

Os dados conjunturais das importações também chamam a atenção com forte aumento. No mês de julho, em relação ao mês imediatamente anterior, o crescimento foi de 11,7% e em relação ao mesmo mês de 2017, a alta foi de 21%. Com isso, as importações realizadas em 2018 acumularam crescimento de 18% em relação a 2017 (janeiro a julho).

Consumo aparente e empregabilidade
No consumo aparente de bens da indústria brasileira, que corresponde à produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações, também houve crescimento. No ano, os investimentos passaram a acumular expressivos 10,5% e quem contribuiu para isso foram as importações, que ocupam a maior parte do consumo do país com 60,3%.

– Furniture China é o centro do mercado moveleiro asiático em 2018

Outro ponto relevante dos dados conjunturais de julho é a questão da empregabilidade, em que foram recuperados 10 mil empregos diretos. “O empregador está voltando a empregar e isso é um indicativo de retomada de crescimento, apesar das más notícias da situação macroeconômica brasileira que tem piorado, no entanto, o setor de máquinas e equipamentos está melhor devido às exportações”, disse o presidente executivo.

(com informações de assessoria)


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