Brasil sobe no ranking de competitividade após cinco anos

Nos últimos anos, Brasil chegou a figurar o 48º lugar e o 81º lugar no ranking de competitividade

Publicado em 2 de outubro de 2017 | 16:21 |Por: Ricardo Heidegger

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O Brasil subiu uma posição no ranking de competitividade, obtendo sua primeira alta em cinco anos. Agora, o País figura no 80º lugar entre os 137 países analisados. Os dados são do Relatório Global de Competitividade, publicado pelo Fórum Econômico Mundial, em parceria com a Fundação Dom Cabral.

Divulgação Fundação Dom Cabral

Ranking de competitividade

Países europeus se destacam no ranking de competitividade

De acordo com o relatório, os cinco países que lideram o ranking global de competitividade são a Suíça, Estados Unidos, Singapura, Holanda e Alemanha. Há cinco anos atrás, o Brasil se encontrava em 48º lugar no ranking de competitividade.

Já no ano passado, estava em 81º, só obtendo uma leve melhora neste ano. Fazendo uma comparação com alguns países da América Latina, o Chile está na 33ª posição, a Colômbia em 66º, o Peru em 72º e por fim o Uruguai em 76º lugar no ranking. Os números mostram a realidade do atraso de competitividade que o Brasil têm em relação a seus vizinhos.

Dos 12 itens que foram pesquisados dentro do ranking de competitividade, o Brasil melhorou em dez. Os avanços ocorreram principalmente em inovação e em instituições. Porém, o país caiu em tamanho de mercado e em infraestrutura. O coordenador do núcleo de inovação e empreendedorismo da Fundação Dom Cabral, Carlos Arruda, destaca que o estudo é “baseado de uma maneira bem diferente”.

– Veja avaliação dos consumidores sobre economia brasileira

Divulgação Fundação Dom Cabral

Ranking de competitividade

Brasil fica atrás de países vizinhos, mesmo melhorando em 10 de 12 quesitos do ranking

“Ele não é só baseado em dados estatísticos, nem só em opinião de pessoas. Ele é uma combinação das duas coisas. Então, por exemplo, no item infraestrutura o Brasil piorou. Como nós não tivemos grandes investimentos, o dado estatístico é negativo. Em tamanho de mercado, evidentemente pela recessão. Como o Brasil exportou menos e a economia não cresceu no período de recessão, o mercado diminui”, afirma Arruda.

O relatório também destaca a evolução no combate a corrupção e a liberdade do poder do judiciário, como explica Carlos Arruda. “O Brasil está na posição 80 em geral e no item autonomia e liberdade do judiciário está na posição 54. Uma das variáveis deste item Instituições é a confiança da população nos políticos. O Brasil está na última posição neste item. Então, no Brasil, tem um claro fenômeno de baixa confiança nos políticos e alta confiança de que a ação do judiciário pode ser muito positiva para o país no longo prazo.”

Divulgação Fundação Dom Cabral

Ranking de competitividade

País vem em uma crescente, mas ainda preocupa por apresentar um lento progresso

Má gestão trava competitividade

A queda acentuada na competitividade brasileira registrada nos últimos anos, tem relação com os rumos adotados pelos governos anteriores. Segundo o analista político da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Moraes, as decisões econômicas e de gestão dos governos Dilma e Lula, tiveram impacto negativo no ranking.

“Quando o Lula falou que o Brasil era uma marola, de fato, naquele momento, era uma marola. Mas no governo Dilma, a marola virou uma onda, não só por problemas internos, mas problemas de governo também, de gestão. E esta onda vem crescendo desde 2013 até agora e a gente está vendo isto neste índice”, aponta Moraes.

(com informações de assessoria)


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