Ferramentas, design e produção conectada no Fimma Marceneiro

Produção conectada nas marcenarias foi o destaque do terceiro dia do Fimma Marceneiro na Fimma Brasil 2017

Publicado em 31 de março de 2017 | 11:42 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Finalizando o circuito de palestras do Fimma Marceneiro, novas tecnologias em ferramentas, a marcenaria artesanal divulgada no prêmio Salão Design e o case da Marcenaria Novo Espaço, contando como a produção conectada aumentou a competitividade da empresa, estiveram em pauta nesta manhã (31). Aproximadamente 90 marceneiros participaram das palestras.

Ferramentas
Novas tecnologias em ferramentas para o setor moveleiro foi o tema da palestra de Alexandre Luis Franceschi e Márcio Zaffari, ambos profissionais da Wirutex, empresa que segundo os palestrantes, visa levar tecnologia e inovação às empresas.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Fimma Marceneiro

Alexandre Luiz Franceschi, da Wirutex

Márcio explicou a diferença do metal wídea para o diamante. “A diferença entre eles é um para três, um para quatro. O diamante custa quatro vezes mais do que uma ferramenta de metal duro ou wídea. Há dez anos atrás essa proporção é dez para um. Mas a durabilidade, que é a grande vantagem que se terá na empresa, é de 50 para 1”, salientou Zaffari.

Franceschi, técnico da Wirutex, acrescentou que a tecnologia são diamantes policristalinos (PCD). “A redução do setup é outro benefício citado, a produção em série, ótimo acabamento no corte”, disse o profissional. O palestrante apresentou as linhas de ferramentas da empresa e as vantagens que agregam aos materiais como para cortes de MDF, madeira maciça e em painéis BP.

Salão Design
O mestrando em design e diretor do Prêmio Salão Design, Eduardo Nuncio, apresentou a marcenaria no Salão Design. Nuncio mostrou ao público um vídeo do marceneiro Ricardo Graham Ferreira, na fabricação do Banco Sela.

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Eduardo Nuncio, diretor do Prêmio Salão Design

“Existe um campo muito grande de atuação na marcenaria e o Salão Design ajuda a promover e projetar o produto de vocês a disponibilizar nos pontos de venda”, explica o designer sobre a possibilidade dos marceneiros fazerem móveis que vão além do sob medida e planejado solicitados pelos clientes.

O Salão Design, desde sua criação em 1988 já teve 13.584 participantes do projeto e vista aproximar o designer com a indústria e utiliza o design como ferramenta de competitividade e para o desenvolvimento do setor industrial. O diretor do prêmio falou como funciona o projeto e como os marceneiros podem ingressar.

“As inscrições são online no site do Salão Design e aí sim pode passar para a segunda etapa, com análise dos projetos selecionados. Esse ano contamos com 776 projetos inscritos de todos os estados brasileiros”, disse Nuncio. 130 foram selecionados para estar no prêmio que ocorrerá na High Design, e 15 serão premiados.

“Acreditamos fortemente que o design é uma ferramenta de competitividade para criação de um produto na marcenaria. É uma maneira de diferenciar de ter produtos que se destacarão no mercado”, destacou o design. Além disso, ele aponta a promoção do projeto no mercado, além do retorno financeiro da conquista.

Produção conectada
O profissional da marcenaria Novo Espaço, Carlos Eduardo Hoffmann, palestrou sobre como a produção conectada, implementada em parceria com a Homag, colaborou para o aumento da produtividade na empresa, localizada em São José (SC) e que atua na Grande Florianópolis.

Marcenaria artesanal e digital são destaques do segundo dia de palestras

Fundada em 1996, em 2011, a empresa deu um salto de investimento. “Compramos a coladeira KDF 220 da Homag, e essa máquina conseguiu ser diferente. A máquina dá capacidade de produção, não sendo necessário fazer acabamentos posteriores”, disse Hoffmann. A empresa, em seguida, investiu também no software woodCAD|CAM.

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Carlos Eduardo Hoffmann falou sobre a produção conectada

“Junto com o software adquirimos a Venture 108 da Homag que tem ferramentas de precisão que faz a usinagem sem precisar passar lixamento ou tico-tico”, contou o profissional. A empresa também comprou a seccionadora HPP 120. “Essa máquina é automática, aumenta a capacidade produtiva e como tem o computador nela, oferece uma ótima otimização de chapas. Ela também é integrada ao software e o operador não perde muito tempo de trabalho”, comentou.

Hoffmann também contou os benefícios com as tecnologias implementadas. “O número de marceneiros diminuiu 200%, mas teve um aumento do número de auxiliares de produção”, falou. Ele também comentou que um dos marceneiros assumiu a função de projetista com o woodCAD|CAM, da empresa.

A otimização de materiais alcançou 60% e Hoffmann também destacou que houve aumento na flexibilidade de produção e qualidade dos produtos. “As máquinas têm alta precisão e geram um acabamento muito melhor. Os clientes acabam percebendo isso, que tem uma segurança maior com o produto”, disse.

O Salão Design, desde sua criação em 1988 já teve 13.584 participantes do projeto e vista aproximar o designer com a indústria e utiliza o design como ferramenta de competitividade e para o desenvolvimento do setor industrial. O diretor do prêmio falou como funciona o projeto e como os marceneiros podem ingressar.


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