Marcenaria artesanal e digital são destaques do Fimma Marceneiro

Fábio Lopes Ferreira, do Senai, aborta troca rápida de ferramentas na primeira palestra do dia

Publicado em 30 de março de 2017 | 11:33 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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No segundo dia de palestras do Fimma Marceneiro, realizado nas manhãs da Fimma Brasil 2017, os visitantes puderam acompanhar a importância da troca rápida de ferramentas para a produção, as práticas de marcenaria artersanal, além da representação da marcenaria na era digital.

Ferramentas
O especialista do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, Fábio Lopes Ferreira, palestrou sobre a troca rápida de ferramentas. “O setup é o processo de troca de ferramentas. A ferramenta que utilizo para utilizar esse setup é a troca rápida de ferramentas, mas não precisa ter pressa, mas sim ser ágil”, iniciou Ferreira.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Fimma Marceneiro

Fábio Lopes Ferreira, do Senai

Segundo ele, a preparação do setup ocupa 30% do tempo total das operações do processo de setup. A corrida inicial representa 50%. “O tempo médio de preparo é de 30 a 40 minutos e o tamanho de lote de produção praticado no Brasil é de 100 a 250 peças”, falou o especialista. Em nível mundial, ele apresentou que o tempo médio de preparo é de dez minutos e o tamanho do lote de produção é de 20 a 50 peças – no Japão esse valor é ainda menor: de cinco minutos e de um a cinco peças. “São lotes quase unitários”, destacou.

Para não cair em um gargalo no qual a solução para diminuir o tempo total de parada por setup seria o aumento de lotes de produção, mas que não é a melhor solução, de acordo com Ferreira, por conta do alto estoque obtido, o ideal é realizar a troca rápida de ferramentas. “As vantagens da TRF é produzir sem estocar, tendo grande variedade de peças, pequenos lotes, uso mais eficiente dos espaços da empresa, além eliminação de erros por tentativas”, assinalou.

Marcenaria artesanal
O marceneiro Fernando Mendes, do Atelier Fernando Mendes, palestrou sobre a Marcenaria Artesanal no Fimma Marceneiro. Designer, o profissional que já trabalhou com Sérgio Rodrigues em projetos de casas pré-fabricadas de madeira, entre outras. Mendes relatou peças utilizadas pela marcenaria artesanal, como desempenadeira, desengrossadeira e a bancada de marceneiro.

Confira como foi o primeiro dia de palestras

Em seguida, mostrou técnicas de encaixa utilizados pela marcenaria artesanal na montagem dos móveis e projetos desenvolvidos por Sérgio Rodrigues, com quem trabalhou desde a década de 1980. Mendes também mostrou sua extensa lista de peças criadas e produzidas por ele. “A mesa grampo é uma referência da própria marcenaria, então ela é homenagem ao grampo utilizado na marcenaria artesanal”, destacou.

Nas escolas de marcenaria, Mendes pontua que “não é uma questão de abrir mão da tecnologia, mas o desenho a mão livre é importante. O simples fato de associar com criatividade, é algo que não se deve abrir mão. Penso que é muito grato e sensível aproveitar isso”.

Era digital
O proprietário da J&J Marcenaria, Jucielton José dos Santos, abortou a marcenaria na era digital. “A marcenaria hoje está cada vez mais se revolucionando. Essa era digital é preciso adaptar à marcenaria e é preciso quebrar o estereótipo de marcenaria”, iniciou Santos, que é formado em marketing digital.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Fimma Marceneiro

Jucielton dos Santos, da J&J Marcenaria

As empresas precisam se reinventar, ressaltou o marceneiro. “Se você tem uma marcenaria que não esteja na internet, você não tem uma marcenaria”, falou Santos. Sua marcenaria viu uma pesquisa para saber a participação das empresas nas redes sociais. “Os benefícios de usar as redes sociais são divulgação da marca, engajamento, aumento de tráfego, de cliques e de vendas. As principais redes utilizadas no Brasil são Facebook, Instagram e LinkedIn, entre outras, mas selecionamos três redes sociais em um primeiro momento”, explicou.

Sua marcenaria escolheu Facebook, Instagram e Pinterest para divulgar a marca e se relacionar com os clientes. “Nunca colocamos preço ou formas de pagamento, despertamos no cliente a vontade de ter o nosso produto e divulgamos o nosso diferencial”, afirmou o projetista da marcenaria sobre a postagem de projetos realizados no Instagram.

O palestrante deu dicas de como os marceneiros podem criar ações nas três redes sociais, principalmente o Facebook, e ressaltou a importância da marcenaria ter um site. “O web site é o primordial, é o carro-chefe de todos. Não tem dinheiro muito para investir, cria um site gratuito, faça o básico, mas faça. O feito é melhor que o perfeito”, disse.


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