Finanças na marcenaria: precauções em tempo de baixas vendas

Quais precauções tomar nas finanças da marcenaria em tempos de baixa venda

Para manter saudáveis as finanças na marcenaria em tempos de crise ou encolhimento nas vendas é preciso pensar em todos os aspectos do negócio

Publicado em 24 de Maio de 2018 | 9:54 |Por: Luis Antônio Hangai

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Nos períodos em que o volume de vendas de móveis sob medida é alto, as finanças na marcenaria não são um problema e cabe ao empresário decidir pelo melhor destino dos seus lucros e recursos. Entretanto, é praticamente impossível se manter sempre na “crista da onda”. Em algum momento a comercialização de produtos enfrentará uma baixa devido às oscilações do mercado ou da situação macroeconômica. Então, como manter a saúde financeira do seu negócio em momentos de crise ou escassez na demanda?

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O ponto chave para lidar com essa situação é um planejamento estruturado e um controle mais rígidos quanto às finanças na marcenaria. A capacidade de se antecipar a essas situações e se preparar para períodos de “vacas magras” é determinante para reduzir os riscos de prejuízos ou mesmo a quebra da empresa.

De acordo com o consultor financeiro do Sebrae-PR, Willian Braga Tomaz, as empresas com mais tempo de mercado podem abordar essa questão fazendo um levantamento histórico a partir dos próprios arquivos (quanto a variações no volume de vendas de acordo com meses ou anos), identificando a sazonalidade e o respectivo aumento ou redução do número de clientes. Já para as marcenarias que estão começando agora, o ideal é manter registros precisos quanto às despesas fixas e custos de produção, bem como consultar outros empresários do ramo ou consultorias empresariais.

Economizar 20% em um fundo de reserva, por exemplo, pode ser uma solução, mas cada caso é um caso

“Uma recomendação é que o empresário reserve uma fatia dos seus lucros mensais, mesmo durante boas temporadas, justamente para enfrentar os períodos difíceis com mais serenidade. Economizar 20% em um fundo de reserva, por exemplo, pode ser uma solução, mas cada caso é um caso. Ocorre que a saúde financeira de uma empresa não envolve apenas o setor financeiro: é preciso pensar também no próprio setor produtivo, no atendimento ao cliente, na experiência de compra, no estoque de matéria-prima, enfim, no negócio como um todo”.

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finanças na marcenaria

Manter um controle eficaz e estabelecer um planejamento são os primeiros passos para prever possíveis épocas de crise

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O consultor do Sebrae aponta XX caminhos práticos para preservar as boas finanças na marcenaria. São eles:

Repensar o preço

Uma das maneiras de manter a empresa nos eixos em época de crise é criar condições para que haja sempre capital de giro – para aplicações ou eventuais gastos –, o que se consegue sobretudo por meio do fluxo de caixa. Mas, para que o dinheiro continue entrando na conta, mesmo que em menores quantias, talvez seja preciso repensar o preço do produto, reduzindo-o e tornando-o mais atrativo para consumidores cautelosos. Tal redução não pode ser feita repentinamente e sem uma adequada organização financeira. É importante que primeiro se procure meios de reduzir as despesas fixas e os custos de produção, além de encontrar preços melhores entre os fornecedores de materiais.

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Gestão de estoque

De acordo com Tomaz, estoque parado é o mesmo que dinheiro parado. Uma das características do setor moveleiro é ter que lidar com o problema do desperdício de materiais como painéis e ferragens, por exemplo. Aqui o ideal é evitar gastar com recursos que ficarão estocados e sem saída. Para fazer isso, deve-se manter apenas os produtos que serão utilizados na fabricação dos móveis cujo negócio já está fechado com o cliente.

Experiência de compra

Um dos problemas das épocas de crise é que o cliente, de modo a evitar seus próprios desperdícios, fica mais criterioso e seletivo quanto aquilo que pretende comprar. Nesse sentido, as marcenarias podem investir numa boa experiência de compra, fator que aumenta as chances do cliente se fidelizar e recomendar a marcenaria para outras pessoas que buscam segurança nas suas compras. “Pequenas ações como criar uma nova embalagem para o produto, entregar o mobiliário antes do prazo combinado, montar a peça e deixar o ambiente limpo, convidar o consumidor para avaliar o funcionário que fez a montagem podem ajudar a melhorar a experiência de compra”, diz Tomaz.

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Parcerias

Épocas de crise costumam afetar o setor inteiro, e não apenas uma ou outra empresa. Estabelecer parcerias com empresários que enfrentam a mesma situação pode reduzir os danos a facilitar soluções. Um caminho é entrar em contato com entidades como sindicatos e associações, além de feiras do segmento, para elaborar estratégias de cooperação. “Por exemplo, se a maioria dos meus clientes procuram um escritório de arquitetura antes de encomendar os móveis, eu posso buscar parcerias com esses profissionais. O importante é entender o comportamento do cliente, mas também as nuances do mercado”, diz o consultor.


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