Escolha de máquinas para marcenaria pode reduzir o tempo de produção

Segundo o consulto da SV Martins, Guilherme Rosin, não existe uma fórmula ideal no desenho da produção, contudo, existe uma lógica geral que pode ser aplicada

Publicado em 19 de dezembro de 2018 | 8:00 |Por: Ricardo Heidegger

Independente do tamanho da marcenaria o planejamento é fundamental. Uma marcenaria desorganizada pode ser sinônimo de desperdício de tempo, dinheiro e material. Por isso, o layout da produção deve sempre fazer sentido, começando pela matéria-prima e terminando com o produto pronto, sem retornos ou contra-fluxo. Assim, a escolha de máquinas para marcenaria é primordial nesse início de processo.

Para um bom layout produtivo, antes de tudo, é necessário definir a estratégia de produção a partir do tipo de cliente que a marcenaria atende. Além disso, a localização e quais são as características de atendimento que este cliente valoriza (qualidade, pontualidade, agilidade, entre outras), também são importantes, segundo o consultor do Instituto Senai de Tecnologia em Madeira e Mobiliário, Walter Rocha.

Outro ponto a ser considerado, de acordo com Rocha, é a demanda a ser atendida no médio e longo prazo, que servirá como referência para a capacidade produtiva dos equipamentos e a necessidade de pessoal. A partir da análise destes aspectos, prossegue o consultor do Senai, inicialmente é importante considerar quais as etapas que contribuem para que matérias-primas possam ser transformadas (corte, usinagem, furação, etc.) e qual o nível de relação entre eles.

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Escolha de máquinas para marcenaria

Além da escolha, a demanda a ser atendida no médio e longo prazo deve ser levada em consideração, de acordo com Walter Rocha

“Por exemplo, o corte tem relação forte com colagem de borda, porém tem relação fraca ou inexistente com a etapa de montagem”, diz. Além disso, não se deve esquecer de elencar os aspectos marginais à agregação de valor, como espaço para entrada de material e saída de material, o local de origem do material, acessórios do equipamento, acesso para manutenção e necessidade de ar comprimido e exaustão.

O engenheiro e consultor da SV Martins, Guilherme Rosin, enfatiza que o layout ideal é aquele que possa atender a fabricação de um produto específico de uma forma eficiente e produtiva. “Em geral o layout em fábrica de móveis é um layout setorizado. Para marcenarias são utilizadas máquinas mais flexíveis, capazes de realizar diferentes processos. Nós podemos entender como uma célula de produção”, afirma.

Rosin explica que uma marcenaria de pequeno e médio porte vai ter uma máquina de cada tipo de processo na escolha de máquinas para marcenaria. “Já marcenarias de grande porte possuem um layout não somente celular, mas um pouco mais voltado à produção em série, mas valorizando também essa flexibilidade que é necessária”, diz.

Sequência ideal

De acordo com Rosin, não existe uma fórmula ideal no desenho da produção, contudo, existe uma lógica geral que pode ser aplicada, começando pela escolha de máquinas para marcenaria e seu estoque, seguido por seccionadora, esquadrejadeira ou, até mesmo, um centro de usinagem nesting. A sequência é composta de coladeira de borda, máquinas de furação (como centro de usinagem ou furadeiras), finalizando com limpeza e preparação do material, pré-montagem e embalagem.

“Se a empresa tem a parte de pintura, após o corte e furação ou usinagem desse material, o produto pode ir para uma cabine de pintura, ou, ainda, passar por uma pré-montagem, antes da pintura final. Esta etapa vai estar antes da embalagem e após o corte e/ou usinagem. Depende se a pintura será feita somente em uma porta ou no móvel já montado”, complementa o consultor da SV Martins.

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Escolha de máquinas para marcenaria

A escolha de materiais é primordial na gestão da produção de uma marcenaria, como também o seu estoque e planejamento

A respeito do local armazenagem de matéria-prima, Rocha diz que essa é uma das principais decisões na hora de montar o layout, pois o painel é o item que consome maior quantidade de espaço, além de ser de difícil locomoção. “Logo, o fluxo deve ser privilegiado sempre que possível, não somente no processo de descarregamento e armazenagem, mas, principalmente, no transporte entre as etapas”, assinala.

Na armazenagem intermediária, a capacidade dos equipamentos e o volume de material por processo será determinante para o dimensionamento do espaço. “Esta armazenagem deverá ser a mínima possível que permita absorver diferenças de volume produzido entre as etapas por características de processo. A quantidade e a forma de armazenagem (carrinho, roletes, etc.) será determinante para a definição do espaço ideal”, detalha o consultor do Senai.

Revisão de processos

Por fim, Rosin ressalta que um layout bem montado pode contribuir com a redução de 30% da ociosidade, principalmente em relação ao tempo de movimentação e escolha de máquinas para marcenaria. “Cada etapa tem a sua sequência e isso diminui drasticamente o tempo de movimentação de materiais. Sem falar na questão de qualidade, evitando que essa peça sofra um acidente ou desgaste durante a produção”, completa Rosin.

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Por outro lado, como aponta Rocha, todo o processo é passível de ser melhorado. “Os produtos mudam, as matérias-primas são trocadas, os funcionários entram e saem das organizações a todo o momento. Logo, revisar sobre como as coisas são feitas constantemente e de forma planejada nos torna mais eficientes e competitivos”, conclui.

Reportagem originalmente publicada na edição 102 da Móbile Sob Medida


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