Trajetória de Jayme Zanatta é retratada em livro

Obra conta um pouco sobre a história do empresário, seu lado empreendedor e voltado para as atividades sociocomunitárias

Publicado em 8 de novembro de 2014 | 17:02 |Por: Portal eMobile

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Renata Bossle/Revista Móbile

Jayme Zanatta

Biografia está sendo comercializada pelo valor simbólico de R$ 50, com o valor sendo doado ao Bairro da Juventude

O livro Jayme, escrito pelo jornalista Archimedes Naspolini Filho foi lançado na última quarta-feira (5), em Criciúma (SC). A obra retrata a trajetória de sucesso do presidente da Farben, o empresário Jayme Antônio Zanatta, como marco de seus 80 anos de vida.

O executivo iniciou sua carreira em 1970 e fundou a Farben em 1991. Localizada em Içara (SC), a empresa possui atualmente uma unidade de produção também em Arapongas (PR) e um Centro de Distribuição em Guarulhos (SP).

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A seguir, relembre uma entrevista realizada em 2013 com Jayme Antônio Zanatta para a Móbile Fornecedores.

Móbile Fornecedores – O senhor tem uma história de vida e empreendedorismo muito interessante. Vamos começar esta conversa com um pouco de sua história.
Jayme Zanatta – Comecei a trabalhar com 15 anos de idade. Trabalhei como office boy de 1950 a 1960, quando resolvi abrir um comércio próprio, que durou até 1970. Quando deixei de ser office boy e abri o comércio, eu tinha um problema financeiro, não tinha dinheiro. Fui procurar meu pai; ele me emprestou dinheiro, uma quantia que não dava para comprar um Volkswagen. Com esse dinheiro, consegui implantar a empresa Comercial Zanatta [com um tio]. Então, fui office boy, fui comerciante e, em 1970, em sociedade com Jorge Zanatta, nasceu a Canguru Embalagens. Depois de alguns investimentos e empreendimentos nos anos 1970 e 1980, em 1993 instalamos a Farben. Naquela época produzíamos 80 mil litros de tinta por mês e, hoje, a Farben produz quatro milhões de litros por mês. Em 1995 houve um desmembramento, eu fiquei com duas empresas [que faziam parte do grupo] e meu tio ficou com as outras três.

Como o senhor, com esse espírito empreendedor, enxergava essas oportunidades todas, que deram certo? Como conseguiu acertar tanto?
Zanatta – Essa mesma pergunta que você faz para mim, eu quero fazer para você. Eu às vezes fico matutando… Acho que tenho um carisma, que eu direciono.

Quem é “Jayme Zanatta”? Como o senhor se descreve?
Zanatta – Acontece o seguinte: eu ando na rua, em Criciúma, e muita gente diz ‘seu Zanatta, como vai?’. Eles têm simpatia, têm confiabilidade. Muitos dizem ‘eu vejo você na televisão’. Dou palestras para alunos, em universidades. Mas sou igual a vocês.

O senhor se considera um homem muito rico? O que significa ser muito rico?
Zanatta – Sou, e é uma pergunta que eu faço para mim mesmo. O que é ser rico? Olha, nesse momento, eu, Jayme Zanatta, gostaria de ter um navio, um iate bonito [e passo a ter]. Então, nesse momento, o Zanatta é rico. Daqui a oito meses vejo que tenho de pagar marinheiro, que tenho de me incomodar, e daí me pergunto: ‘onde é que está o ser rico?’. Onde está ser rico? Em lugar nenhum. Rico é ganhar a bicicleta e ficar contente. Ser rico depende do que satisfaz em determinado momento.


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