Fatores-chave para o êxito do CEO na empresa familiar

Exercer a função de CEO nessas organizações requer habilidades e principalmente diálogo com os donos do negócio

Publicado em 22 de outubro de 2016 | 17:41 |Por: Guilherme Osinski

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Não é novidade que o cargo de CEO, da sigla em inglês Chief Executive Officer (Diretor Executivo) é um dos mais importantes na maioria das empresas. Nas companhias familiares isso não é diferente e a implementação de um executivo de fora é importante. Nessas organizações, é necessário que se tenha certo conhecimento da história da família e dos objetivos da empresa para, dessa maneira, poder exercer em sua plenitude a função de um CEO.

Divulgação Grupo AP2

CEO

CEO e família responsável pelo andamento da empresa tem que atender às expectativas de cada uma das partes

De acordo com o sócio da consultoria Bridge Business Advisors, João Bosco Silva, organização voltada para gestão em empresas privadas e familiares de médio porte, a posição de um diretor executivo deve ser desempenhada segundo as características estruturais da companhia. “Claramente, as habilidades para ser CEO de uma empresa familiar são diferentes daquelas exigidas em uma companhia não familiar. Na primeira, o CEO precisa ter a habilidade de ouvir, de entender a família”, analisa Silva.

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Em contrapartida, é importante que um diretor executivo tenha autonomia dentro da empresa, sendo essencial que a companhia trabalhe com um mecanismo de segurança responsável por separar as obrigações de acionistas, da família e da gestão. Nesses momentos também é interessante a existência de um Conselho de Administração, independente e que oriente e forneça conhecimento aos CEOs.

Na visão de Silva, a família dona do negócio pode tomar algumas medidas para não errar no momento de escolher o futuro CEO da empresa. “Entre elas utilizar critérios de seleção formais, tais como qualificação e habilidades de gestão, mas também fazer o uso de parâmetros subjetivos, como o alinhamento de valores, por meio de entrevistas com familiares”, diz.

No fim, é responsabilidade da empresa proporcionar um ambiente propício para que o trabalho do CEO possa fluir naturalmente. “Já ao Diretor Executivo cabe ter valores condizentes com os da família criadora da companhia, um dos primeiros passos que a confiança depositada por cada uma das partes seja recíproca”, aponta o sócio da Bridge Business Advisors.


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