Entrevista: softwares para o setor moveleiro

Joerly Santos, diretor da Corte Certo, fala sobre o mercado de softwares no setor moveleiro nacional

Publicado em 19 de setembro de 2014 | 18:09 |Por: Thaís Laurindo

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O setor de Tecnologia da Informação (TI) é um dos que mais cresce no Brasil e no mundo. Em um cenário a cada dia mais virtual, digital e automatizado, a atuação da TI tem se expandido para diversos segmentos sob a condição de otimizar tempo e investimentos produtivos, bem como o gerenciamento e a comunicação da empresa. Condições essas que interessam também ao setor industrial de móveis. Embora não exatamente uma novidade para o segmento, com empresas oferecendo softwares e serviços exclusivos para as indústrias moveleiras há mais de duas décadas, muitos ainda não conhecem ou são receosos sobre o uso e as vantagens destes recursos.

Por isso, a edição 59 da Revista RG Móvel Indústria e Marcenaria – disponível gratuitamente pelo site – traz uma matéria especial sobre os principais softwares oferecidos no setor moveleiro nacional. Quais as melhores opções, como escolher o melhor programa para catender ás demandas da sua empresa, como “arrumar a casa” para receber software de gestão e produção, custo-benefício e outros assuntos são tratados no material.

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Veja a seguir uma entrevista com Joerly Santos, diretor do Corte Certo – software para cálculo de planos de corte – falando sobre como está o mercado de softwares para a produção moveleira no Brasil.

Divulgação Corte Certo

Joerly Santos

Joerly Santos, diretor da Corte Certo

Portal eMobile – Por que a opção de se investir no desenvolvimento de softwares para o setor moveleiro?
Joerly Santos – O setor moveleiro é um dos mais interessantes tanto por sua amplitude e grande dinamismo, como por sua divisão em diferentes nichos. Uma revenda de placas, por exemplo, pode ter algumas necessidades que são diferentes das de um marceneiro, uma indústria ou um fabricante de seccionadoras. Mas, ao mesmo tempo, há elos de conexão entre todos eles. Por outro lado, esse interesse não é uma via de mão única. Seus players também nos procuram com suas ideias e objetivos, a ponto de que, hoje, correspondem a uns 60% do nosso portfólio de clientes

Quais pontos são levados em consideração no desenvolvimento de um software, especialmente quando segmentado?
Santos – As necessidades do mercado. Não desenvolvemos fool’s gold [ouro de tolo, nome dado a softwares cuja funcionalidade acaba perdendo a importância], que são bem característicos dos softwares desenvolvidos com finalidades acadêmicas e que acabam por experimentar o mercado, tornando-se concorrentes ao Corte Certo. As solicitações de ferramentas ou de ajustes em funções já existentes no programa que recebemos podem vir de diferentes nichos, mesmo que dentro do restrito mercado moveleiro.

Como se encontra o mercado de softwares no setor moveleiro?
Santos – Não temos números específicos para o mercado moveleiro, mas o brasileiro, no qual ele se insere, teve em 2013 crescimento de 15,4% em relação ao ano anterior. Nada mal, principalmente se considerarmos que a média mundial de crescimento foi de 4,8%. Mantemos hoje a sétima posição no ranking mundial de investimentos em Tecnologia da Informação. E ainda há muito espaço para crescimento, inclusive no mercado moveleiro.

Como “enxergar” valor em algo que não está visível aos olhos de quem produz?
Santos – Cada vez menos se ouve o argumento do tipo “O meu pai sempre trabalhou assim e até hoje deu certo”, para não incluir softwares na planilha de custos da empresa. Parte da nova geração de empresários já cresceu com o computador e quem ainda resistia, pode até não enxergar o software, mas já está olhando com mais tristeza para o próprio bolso e se convencendo de que alguma coisa anda errada.

Como podemos tratar da relação custo-benefício na aquisição de softwares considerando diferentes segmentos produtivos?
Santos – Quem não tem o Corte Certo ou software similar, mas precisa de planos de corte, já tem o dinheiro para a aquisição. É o dinheiro que está sendo jogado no lixo. Por isso, dizemos que o Corte Certo produz lucro instantâneo: o que iria para o desperdício vai instantaneamente para a coluna do lucro. Falando dos softwares de maneira mais genérica, mas incluindo aí também o Corte Certo, temos de lembrar o grande impacto positivo que causam na própria cultura corporativa, fazendo valorizar a transparência de dados, o aprendizado com o histórico, a eficiência com velocidade – tudo isso motivando os industriais a não se acomodarem desenvolverem seus processos produtivos e administrativos.

Como está a cultura de investimento em softwares no setor moveleiro, considerando grande e média indústria, e também a marcenaria?
Santos – Vamos dizer que já existe uma consciência da necessidade do software para o desenvolvimento competitivo da empresa e que essa é uma realidade irreversível. Contribuíram muito para a aproximação ao computador das pessoas mais simples ou mais resistentes a ele, a chegada de smartphones com seus aplicativos e a das redes sociais, como o Facebook. De qualquer modo, consciência é ainda algo um tanto distante da cultura de investimento em softwares. As empresas, por não terem ainda incorporado essa cultura, tratam o software como se fosse copinho, papel higiênico ou placas de MDF, cujos estoques “acabam” e precisam ser repostos. Na verdade, os softwares são como seres vivos que, de alguma forma, precisam ser alimentados, tomam medicamentos e, se deixarem “espécies diferentes juntas”, é preciso cuidado com as predadoras. Exemplo dessa dificuldade de compreensão da natureza do software é a grande dificuldade que o mercado impõe para a aceitação de planos de manutenção.

Leia a matéria completa sobre softwares para o setor moveleiro na edição 59 da RG Móvel Indústria e Marcenaria.


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