Sindimov-SP tem expectativa de crescimento com ajuda da construção civil

Entidade acredita que setor irá fomentar a economia, pois grande parte dos associados do sindicato são constituídos de marcenarias

Publicado em 15 de fevereiro de 2017 | 10:57 |Por: Phaenna Assumpção

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O Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo (Sindimov-SP) acredita que sua  retomada econômica será lenta, mas com ajuda de outros setores será possível alavancar negócios para a venda de móveis do estado. Segundo estimativa do Iemi, a previsão de crescimento para o setor moveleiro é de 2% em produção de móveis para 2017 (cerca de 404 milhões de peças). Em 2016, a produção foi de aproximadamente 396 milhões de peças, com decréscimo de 7,7% sobre 2015, que atingiu 429 milhões de peças.

Divulgação

Pierre Alain Stauffenegger - Sindimov-SP

Pierre Alain Stauffenegger está à frente da entidade desde 1998

O presidente do Sindimov-SP, Pierre Alain Stauffenegger, atribui os baixos resultados à recessão econômica, mesmo com o incremento do 13º salário, pois o mercado optou poupar devido às incertezas. No entanto, enxerga que bons resultados para este ano partirão de outro setor. “Acreditamos que a construção civil será uma alavanca para novos negócios, visto que nosso polo é constituído, na maioria, de marcenarias”, aposta o presidente do Sindimov-SP.

A produção física de móveis apresentou recuo de 3,8% em setembro, ante forte aumento de 15,2% no mês de agosto. Em relação a setembro de 2015 houve queda de 9,3%, e, recuo de 12,9% quando comparado o período acumulado entre janeiro a setembro de 2016 sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado nos últimos 12 meses a retração chegou a 15,6% em relação aos 12 meses anteriores, de acordo com o IBGE (resultados sem ajustes sazonais).

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Para driblar as dificuldades e fazer parte da retomada da economia no segundo semestre deste ano, as moveleiras paulistas têm adotado algumas alternativas. “As indústrias vêm procurando aprimorar sua produção, capacitando seus colaboradores, reduzindo ao máximo seus custos, além da adequação da mão de obra”, conta Stauffenegger.

A crise econômica e a redução das famílias afetaram muito o bom desempenho do setor moveleiro no ano passado e Stauffenegger acredita que com o grau de confiança sendo restabelecido e com as medidas propostas pelo governo esse cenário mudará para melhor.

Reajuste salarial
Está valendo desde primeiro de fevereiro o reajuste de 2,02% no piso salarial dos empregados ligados ao setor moveleiro. O acordo foi firmado em uma convenção coletiva de trabalho do Sindicato da Indústria do Mobiliário de São Paulo (Sindimov-SP). O reajuste abrange os profissionais dos oficiais marceneiros e trabalhadores nas indústrias de móveis de madeira, serrarias, carpintarias, tanoarias, madeiras compensadas e laminadas, aglomerados e chapas de fibra de madeira, de móveis de junco e vime e de vassouras e de cortinados e estofos.

O reajuste vale para as seguintes cidades do Estado de São Paulo: Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Caieiras, Embu das Artes, Embu-Guaçu, Francisco Morato, Franco da Rocha, Itapecerica da Serra, Juquitiba, Mairiporã, Osasco, São Paulo e Taboão da Serra. O Sindimov orienta as empresas e escritórios de contabilidade, que tenham eventuais dúvidas sobre aplicação das cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho, a buscar informações com a própria entidade.

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