Sindimol vê 2017 como um ano de muita cautela para os empresários

Sindimol: presidente revela necessidade de aumento do faturamento de no mínimo 20%,considerando uma meta ousada para o atual momento da economia

Publicado em 20 de Fevereiro de 2017 | 12:20 |Por: Érica da Costa Diniz

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Dados da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Findes) apontam que as indústrias moveleiras do estado apresentaram um cenário de redução do faturamento em pouco mais de 23% em 2016. Já a capacidade produtiva das fabricantes de móveis fechou o ano em 74%. O presidente do Sindicato das Indústrias da Madeira e do Mobiliário de Linhares e Região Norte (Sindimol), Alvino Sandis, diz que os números ainda são reflexos da crise que o setor está enfrentando, caracterizada como a pior já enfrentada pelas indústrias do polo moveleiro de Linhares.

Divulgação Sindimol

Alvino Pessoti Sandis, presidente do Sindimol

Alvino Pessoti Sandis, presidente do Sindimol aposta nas parcerias entre as indústrias e o governo

“Acredito que este ano ainda enfrentaremos certas dificuldades. O fim do ano passado e o inicio deste ano não corresponderam totalmente às expectativas, continuamos acompanhando a evolução do emprego no País, e o que enxergamos é um ano de ainda muita cautela por parte dos empresários”, destaca.

Os empresários têm visto programas estimulando o setor imobiliário, o que afeta diretamente o setor moveleiro. “Isso no traz uma dose maior de otimismo com relação às vendas de móveis para este ano”, assinala Sandis e acrescenta a necessidade de bons resultados em faturamento em 2017 para o polo se manter forte no mercado moveleiro.

“Tentamos manter o otimismo sempre, mesmo enfrentando dois anos seguidos de uma crise aguda. Trabalhamos muito para que os resultados sejam melhores este ano. Precisamos de um aumento do faturamento de no mínimo 20%, apesar de ser uma meta até certo ponto ousada para o momento atual da nossa economia”, revela.

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Para driblar as dificuldades e fazer parte da esperada retomada da economia no segundo semestre, o Sindimol tem apoiado principalmente as parcerias entre as indústrias e as entidades representativas do poder público. “Não temos a capacidade de mudar o cenário sozinho. É imprescindível que haja uma união de esforços entre indústria e governo para enfrentar a situação”, frisa o presidente.

Ele acrescenta: “É nisso que estamos trabalhando, apoiando as iniciativas da Federação das Indústrias do Espírito Santo principalmente no que se refere às reformas econômicas e trabalhistas que tramitam atualmente. Fazemos a nossa parte, cortamos gastos, criamos novas estratégias comerciais, investimos em inovação. É preciso que o Governo faça a parte dele. Fazemos a nossa parte, cortamos gastos, criamos novas estratégias comerciais, investimos em inovação, porém é preciso que o governo faça a parte dele”, finaliza.


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