Marcenaria que inova: Movelaria Paranista e a mudança de mercado

Em 2004, a empresa iniciou o processe de migração, da produção sob medida para a fabricação seriada de móveis para bares e restaurantes

Publicado em 16 de novembro de 2016 | 10:13 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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A necessidade de inovar se tornou um assunto corriqueiro no mundo dos negócios. Desafio esse potencializado pelas mudanças de perfil do consumidor e períodos de instabilidade econômica. Desta forma, repensar o próprio empreendimento virou estratégia de competitividade para as empresas. Um exemplo de negócio que decidiu embarcar em um novo nicho, vislumbrando resultados positivos, e obteve sucesso, foi a Movelaria Paranista.

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Movelaria Paranista

Cadeira Camaleão, suas milhares de combinações permitem economia e sustentabilidade

A empresa, natural de Almirante Tamandaré (PR), trabalhava com móveis sob medida, mas devido a depreciação do segmento, decidiu investir na fabricação seriada de mobiliário para bares e restaurantes.

“Tínhamos um conhecimento muito amplo sobre a madeira maciça, algo que outras empresas não tinham, então avaliamos que o ramo de restaurantes poderia ser um bom nicho. Mas não é para qualquer um, pois a concorrência é mais difícil. Exige uma forma diferente de pensar o móvel, produção, é tudo diferente”, revela o proprietário da Movelaria Paranista, Aurélio Sant’Anna.

Segundo o empresário, este processo teve início em 2004. Foi preciso sentir, aos poucos, o novo mercado, aprendendo constantemente e investindo na produção. Em 2009, Sant’Anna decidiu encerrar as operações no sob medida e atender exclusivamente o novo segmento.

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Movelaria Paranista

Premiada cadeira Orvalho. Design seguro é o grande diferencial

Desafios
Contudo, ingressar em um novo nicho de mercado exige do profissional muita resiliência e coragem, afinal, serão muitos os desafios a enfrentar, como entender as peculiaridades deste novo segmento, adaptar o modelo de negócio da empresa, competir com novos concorrentes e mudar a rotina produtiva respeitando as nuances exigidas pelo novo cliente.

O empresário comenta que mudar de espaço não é uma tarefa fácil, aconselhando que os aventureiros procurem nichos específicos que, de preferência, não exista concorrência muito consolidada, pois é muito difícil para quem está iniciando competir com marcas que já possuem experiência naquele espaço. “É preciso tentar fazer o que é difícil, porque o fácil todo mundo já está fazendo”, cita Sant’Anna.

Design como fator de competitividade
Assim como a mudança de segmento, participar do programa Senai + Design foi outra escolha assertiva para os negócios da Movelaria Paranista. A equipe da Instituição, em sinergia com a equipe da fabricante desenvolveram duas peças de móveis, as cadeiras Orvalho e Camaleão, que tiveram o design estratégico e a sustentabilidade como destaque.

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Movelaria Paranista

Cadeiras Orvalho e Camaleão, da Movelaria Paranista, compõem o restaurante do Hotel Ramada, no Rio de Janeiro

A primeira traz um recorte em formato de uma gota no espaldar. O intuito é pendurar a bolsa, dificultando furtos. A ideia inovadora foi premiada no IDEA/Brasil 2012, promovido pela Industrial Designers Society of América (IDSA).

Já a cadeira camaleão foi projetada pensando na economia e meio ambiente. O encosto e assento podem ser trocados sempre que o cliente quiser mudar o ambiente, ao todo são mais de 6 mil opções de combinações para este móvel.

Dicas
Sant’Anna aconselha que os empresários procurem se informar sobre esses tipos de programas, “manter parceria com o sindicato é o melhor caminho para ficar sabendo”, recomenda. Outro conselho que o empresário deixa, é visitar feiras do setor, principalmente de máquinas, desta forma é possível conhecer mais sobre as tecnologias necessárias para se manter competitivo no novo espaço que atuará.

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