Variação cambial e paralisação dos caminhoneiros afetam resultados da Eucatex no segundo semestre de 2018

Eucatex divulga resultados financeiros do segundo semestre de 2018

Ebitda da empresa chegou a um total de R$ 105,8 milhões no segundo semestre de 2018, aumento de 8,3% frente ao correspondente período de 2017.

Publicado em 9 de agosto de 2018 | 16:56 |Por: Luis Antônio Hangai

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Os resultados da Eucatex, um dos principais players no mercado brasileiro de painéis de madeira, foram divulgados nesta quinta-feira (9) e apontaram que o Ebitda recorrente (lucro antes dos juros, impostos e depreciação) da companhia somou R$ 54,3 milhões no 2º trimestre de 2018, aumento de 3,4% em relação ao alcançado no mesmo período do ano passado. Já no 1º semestre do ano, o total foi R$ 105,8 milhões, aumento de 8,3% frente ao correspondente período de 2017.

Houveram, no entanto, alguns resultados negativos no 2º trimestre e 1º semestre por conta do aumento das despesas operacionais. De acordo com o vice-presidente executivo da companhia, José Antonio Goulart de Carvalho, quedas e retrações foram influenciados pela variação no valor do ativo biológico, pelo aumento de custos resultante da greve de caminhoneiros e pela variação cambial no período.

Eucatex enfatiza novas linhas e padrões na ForMóbile 2018

As vendas físicas, somando-se os mercados interno e externo do segmento Madeira, apresentaram quedas de 8,7% e 5,5% no 2º trimestre e 1º semestre de 2018, respectivamente. O prejuízo no 2º trimestre somou R$ 5,5 milhões, retração de 272,3% quando comparado a 2017.

O lucro bruto chegou a R$ 77,8 milhões no 2º trimestre de 2018, contra R$ 83,7 milhões do mesmo período de 2017, uma retração de 7,0%. Já a margem bruta deste trimestre alcançou 25,8%, queda de 3,0 ponto percentual em relação ao período do ano passado. A receita líquida total da empresa até julho deste ano, por sua vez, atingiu R$ 605,8 milhões ante R$ 573,4 milhões no mesmo período do ano passado: crescimento de 4,0%.

resultados da eucatex

Em 2018 a Eucatex lançou no mercado as novas linhas novas linhas Raízes e Metallic

Quanto aos resultados da Eucatex referentes ao 1º semestre de 2018, o prejuízo líquido recorrente foi de R$ 0,3 milhão, um número 102,4% inferior em relação ao semestre do ano passado. Já o lucro bruto e a margem bruta apresentaram quedas da ordem de 1,5% e 1,9 ponto percentual, respectivamente, quando comparados ao 1º semestre de 2017, sendo de R$ 153,5 milhões e 25,3%.

Conforme o vice-presidente, os resultados da Eucatex derivaram de um segundo trimestre difícil, mas também atípico, fruto de um quadro eleitoral incerto.

“Em 2017, no fechamento do ano, demonstramos um otimismo que se perdeu no primeiro trimestre de 2018. Era ainda um período em que os indicadores se mostravam positivos. Em maio a paralisação dos caminhoneiros ocasionou um grande desarranjo, algo que nunca havíamos vivenciado. As linhas de MDF e MDP, que dependem de resina, ficaram oito dias sem produzir, e também tivemos dificuldade com matérias-primas para as chapas de fibra, mesmo que elas não contenham resina”, complementou.

Negociações entre Eucatex e Duratex

Além dos resultados da Eucatex, uma interessante novidade para o setor moveleiro, anunciada por Carvalho, são os avanços nas negociações de trocas de ativos entre a Eucatex e a Duratex. Em janeiro, a primeira fez uma proposta vinculativa à segunda e, nesta semana, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a continuidade da negociação, seguindo agora para um prazo de 15 dias em tramitação na Justiça.

Passaremos a produzir mais painel de fibra para atender a indústria moveleira

A transação tem como base o valor de R$ 60 milhões, na qual a Eucatex receberá da Duratex instalações e equipamentos destinados à produção de chapas finas de fibra de madeira (processo úmido), que estão localizados no município de Botucatu (SP), onde já possui sua unidade de MDP, pisos laminados e a maioria do seu ativo florestal.

“Estamos bastante animados e com uma expectativa muito forte da incorporação da unidade na empresa. Não precisaremos aumentar em nada a estrutura, deveremos apenas manter os trabalhadores de chão de fábrica. Essa transação vai fortalecer nossa posição em diversos mercados. Passaremos a produzir mais painel de fibra para atender a indústria moveleira”, afirmou o vice-presidente.


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