Relatório Ibá 2014: setor industrial de árvores plantadas

Primeiro Relatório Ibá traz um panorama geral sobre o setor de árvores plantadas para fins industriais no Brasil

Publicado em 24 de outubro de 2014 | 16:41 |Por: Thaís Laurindo

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Nova entidade do setor madeireiro, que surgiu neste ano agrupando os membros e os esforços de outras quatro associações ligadas ao segmento, a Indústria Brasileira da Árvore (Ibá) lançou em setembro sua primeira publicação anual, com indicadores florestais e industriais do setor de árvores plantadas no Brasil, relativos ao ano de 2013.

O panorama da economia internacional e nacional, indicadores econômicos e o valor do setor brasileiro de árvores plantadas também são abordados na publicação, que ressalta o compromisso das 70 empresas associadas à Ibá com o desenvolvimento sustentável do País. Assim, o relatório traz dados dos principais segmentos que utilizam a árvore plantada como matéria-prima, o que inclui o de painéis de madeira, bem como os de pisos laminados, celulose, papel, florestas energéticas e biomassa para geração de energia.

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Divulgação Eucatex

Floresta Eucatex

Como está o setor industrial de árvores plantadas no Brasil e o que pode ser feito para alavancá-lo? Essas são algumas das respostas levantadas no relatório Ibá 2014

O levantamento

Segundo os dados divulgados no estudo, referentes a 2013, a área plantada com árvores no Brasil atingiu 7,6 milhões de hectares no ano passado – crescimento de 2,8% em comparação com 2012. Os plantios de árvores de eucalipto representaram 72% desse total, enquanto pinus, 20,7%. Acácia, teca, seringueira e paricá estão entre as outras espécies plantadas no País. No ano passado, o consumo brasileiro de madeira de árvores plantadas para uso industrial foi de 185,3 milhões de m³. O que representou aumento de 1,8% em relação ao consumo de 2012.

Neste ano o que se sabe é que de janeiro a agosto de 2014, a produção de painéis de madeira somou 5,2 milhões de m³, crescimento de 1,4% sobre o mesmo período do ano passado, quando a produção foi de 5 milhões de m³. Neste período, o volume de exportação do produto teve alta de 26%, totalizando 354 mil m³ ante os 281 m³ no mesmo período de 2013. Por outro lado, as vendas domésticas de painéis de madeira foram de 4,7 milhões de m³, 1,0% menor do que o volume comercializado no período correspondente de 2013.

Apesar do aumento e de o setor brasileiro de árvores plantadas atrair empresas e investidores de todo o mundo, as taxas de rentabilidade dos negócios vêm reduzindo. Com as oportunidades para a indústria esbarrando em desafios estruturais que, ao longo de muitas décadas, vão freando o desenvolvimento, em 2013, a inflação do setor de árvores plantadas, medida pelo INCAF-Pöyry², foi de 8,2% ao ano, enquanto a inflação nacional medida pelo IPCA atingiu 5,9% ao ano, o que significa que os custos setoriais cresceram 2,3% a mais do que a média do aumento. Um fato positivo, porém, é que, apesar do avanço sobre 2013, o aumento de custos de produção de madeira está em desaceleração.

A perda de competitividade não se traduz somente no aumento do custo da madeira, mas também na redução das margens de empresas brasileiras do setor de árvores plantadas. No segmento de painéis de madeira, a rentabilidade potencial reduziu cerca de 6%, e no ramo de madeira serrada, aproximadamente 14%. Sendo estes, os segmentos mais importantes para a indústria moveleira.

Para que o setor brasileiro de árvores plantadas consiga captar novas oportunidades de investimento, conforme avalia o relatório, é importante que as instituições privadas articulem a remoção de barreiras para o desenvolvimento da atividade, priorizando a melhoria dos processos industriais e silviculturais, bem como os investimentos em inovação tecnológica. O resultado desse processo, ainda de acordo com o levantamento, será o aumento da produtividade setorial, a redução dos custos de produção e a largada do País para uma nova rodada de investimentos no setor.
Os projetos de investimento em andamento e previstos das empresas associadas à entidade se baseiam no potencial das árvores plantadas considerando o tripé sustentável: meio-ambiente, economia e sociedade. Estimam-se investimentos de R$ 53 bilhões até 2020, voltados ao aumento dos plantios, à ampliação de fábricas e à construção de novas unidades.


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