Relatório Brasil Móveis 2017: Iemi lança dados do setor moveleiro

Dados do Relatório Setorial da Indústria de Móveis – Brasil Móveis 2017 apontam cenário de queda no setor moveleiro em 2016

Publicado em 27 de outubro de 2017 | 17:58 |Por: Pedro Luiz de Almeida

Share on FacebookShare on Google+Share on LinkedInEmail this to someone

Em 2016, o setor nacional de móveis e colchões, composto por cerca de 20,5 mil empresas, produziu R$ 58,1 bilhões (2,6% do total da receita líquida da indústria de transformação do País) e gerou 283,2 mil postos de trabalhos. Os dados são do relatório Brasil Móveis 2017, publicação anual do Iemi – Inteligência de Mercado com apoio da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel).

iStock

Brasil Móveis 2017

Entre 2016 e 2016, o valor da produção de móveis e colchões aumentou 17,8%, abaixo da inflação registrada (32,6%)

O consumo aparente (produção excluída a exportação e adicionada a importação) de móveis e colchões recuou 13,6% em volume de peças em 2016 em relação a 2012. Por outro lado, em reais, o consumo aparente teve alta de 16,6% no mesmo período.

No comparativo com os dados de 2015, é possível constatar que o setor moveleiro, assim como praticamente todos os mercados nacionais, sofreu com o agravamento da crise.

Produção de móveis 2016

O valor da produção de móveis foi R$ 1,3 bilhão menor no comparativo 2016 ante 2015, já os postos de trabalham tiveram retração de 6% em igual período, entretanto, no intervalo entre 2012 e 2016, a queda foi de 12,6% na geração de empregos.

Avaliando a produção, a indústria de móveis e colchões produziu em 2016 430,6 milhões de peças acabadas (-7,1% na comparação com 2015). Desse montante, 33,4% foram de móveis para dormitórios, 16,9% para escritórios, 12,5% para cozinhas/banheiros, 11,1% estofados, 10,9% para salas de jantar e 5,3% salas de estar. Demais finalidades somaram 9,9%.

Shutterstock

Brasil Móveis 2017

Importações brasileiras de máquinas para o setor moveleiro em 2016: Alemanha (28,5%), China (22,2%), Itália (19,7%) e Áustria (11,5%)

Quanto aos investimentos, o setor somou R$1 bi no ano passado, 5,8% do que em 2015, aponta o estudo Brasil Móveis 2017 As importações de máquinas para fabricação de móveis recuaram 41%, com destaque para “máquinas para fender, seccionar, etc” (retração de 91,6%, após aumento de 541,3% no período 2015/14) e “máquinas para esmerilar, lixar e polir” (única que teve crescimento, 19,3% sobre 2015).

Exportações e importações de móveis 2016
A produção mundial de móveis em 2016 foi de US$ 421 bilhões, alta de 1,1% ante 2015. Desse cenário, a Ásia, capitaneada pela China, responde por 53,6% da produção e 42,3% das exportações mundiais de móveis. Já o Brasil, no ano passado, foi responsável por 3,4% da produção mundial de móveis e, somente, 0,4% das exportações.

As exportações brasileiras de móveis em 2016 somaram US$575,4 milhões (queda de apenas 0,1% ante 2015), já as importações totalizaram US$ 536 milhões (redução de 17,9% sobre 2015). Nos anos de 2012 a 2016, as vendas externas de móveis cresceram 9,8%, medidas em toneladas, enquanto em dólares houve queda de 17,8%.

iStock

Brasil Móveis 2017

O preço médio dos móveis importados foi 206% superior ao preço médios dos móveis exportados

De acordo com os dados do Brasil Móveis 2017, China (23,3%) e EUA (18,6%) são os países que mais exportam móveis para o Brasil. Apesar da participação modesta, Áustria e Polônia foram os que mais ampliaram vendas ao Brasil.

Já as exportações nacionais tiveram como principais destinos: EUA (23,5%), Reino Unido (13,7%) e Argentina (11%). O Estado de São Paulo é responsável por 59% das importações, o Sul, por outro lado, lidera as exportações nacionais (78,1%). Para saber mais informações e dados sobre o estudo Brasil Móveis 2017 acompanhe as publicações impressas e on-line da Revista Móbile.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

eMobile

Acompanhe o emobile nas redes sociais

Linkedin
Facebook