Produção moveleira recua 4,2% na passagem de agosto para setembro, informa IBGE

O setor de móveis acumula alta de 1,6% em 2018 em comparação com 2017, mas esta é a menor taxa registrada até agora no ano

Publicado em 1 de novembro de 2018 | 16:22 |Por: Luis Antônio Hangai

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A produção moveleira apresentou recuo de 4,2% na passagem de agosto para setembro, informa o mais recente levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa é a terceira variação negativa do setor moveleiro e a maior queda de 2018 desde o mês de maio, quando a taxa foi de -18,3% em função da greve dos caminhoneiros. A fabricação de móveis também ficou abaixo da média global da indústria, que registrou taxa negativa de -1,8% no período.

– Faturamento do setor de máquinas e equipamentos cresce 13,4% em setembro

O recuo da indústria nacional na passagem de agosto para setembro mostrou taxas negativas nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 26 ramos pesquisados. As influências negativas mais relevantes vieram dos veículos automotores, reboques e carrocerias (-5,1%), máquinas e equipamentos (-10,3%) e bebidas (-9,6%).

No período mencionado, a produção de bens de consumo duráveis também apresentou a maior baixa entre as grandes categorias econômicas, com resultado de -5,5%, ao passo que os bens intermediários ficaram em -1% e os bens de capital em -1,3%.

No comparativo com setembro de 2017, a produção moveleira caiu 9,4% (terceiro recuou consecutivo), configurando-se como o segundo maior impacto negativo da indústria. O primeiro coube aos produtos alimentícios, com variação de -11,8%.

Destacam-se também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,6%), de bebidas (-12,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,2%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,3%), de máquinas e equipamentos (-3,6%).

– Produção da indústria moveleira gaúcha cresce 3% de janeiro a agosto

O segmento de bens de consumo duráveis mostrou recuo de 4,5% em setembro de 2018 frente a igual período do ano anterior, interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção: junho (14,6%), julho (17,0%) e agosto (9,8%). Em setembro, o setor foi particularmente pressionado pela redução na fabricação de automóveis (-2,6%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-14,7%).

Com esses resultados, a produção moveleira acumula um crescimento de 1,6% entre janeiro e setembro de 2018 em comparação ao mesmo período do ano passado, 1,5 ponto percentual abaixo do registrado até agosto. Embora a taxa ainda seja positiva, trata-se também da menor até agora obtida no ano. Já a indústria como um todo acumula alta de 1,9%.

Entre as grandes categorias, os resultados acumulados de 2018 mostram maior dinamismo para bens de consumo duráveis (11,6%) e bens de capital (8,5%). Os setores de bens intermediários (1,0%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,1%) também acumularam taxas positivas no ano, embora abaixo da média nacional (1,9%).

O setor moveleiro acumula alta de 4,4% nos últimos 12 meses, mas essa também é a menor taxa desde que a trajetória ascendente foi interrompida em maio deste ano. Nesta variação, a indústria geral cresce a 2,7%, enquanto que os bens de consumo duráveis a 13,1%.


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