Produção da indústria de móveis desacelera em agosto, aponta IBGE

Fábricas de móveis produziram 0,8% menos em agosto se comparado ao mês de julho – setor moveleiro também reduz diferença positiva entre 2018 e 2017

Publicado em 2 de outubro de 2018 | 13:56 |Por: Luis Antônio Hangai

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Em agosto de 2018, a produção da indústria de móveis variou -0,8% frente a julho, segunda taxa negativa seguida, acumulando nesse período redução de -3,1%. Vale destacar que esse comportamento de queda ocorreu após o setor moveleiro recuar 18,3% em maio e crescer 27,6% em junho. É o que aponta os resultados mais recentes da pesquisa de Produção Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No confronto com agosto de 2017, a fabricação de mobiliário reduziu em -2,7%, segundo resultado negativo consecutivo e o mais intenso após o mês de maio (-11,9%). O segmento acumula alta de 3,3% entre janeiro e agosto no comparativo com o mesmo período do ano passado, a menor taxa de 2018 até agora.

Na passagem de julho para agosto, a produção da indústria de móveis acompanhou as taxas negativas da indústria global (-0,3%) e a de transformação (-0,1%). A desaceleração na queda (de -2,3% em junho para -0,8% em agosto) aponta que o setor moveleiro se recupera, embora mais lentamente que a média, do abrupto recuou ocasionado em maio pela greve dos caminhoneiros: fator que elevou os custos de produção e reonerou setores industriais em todo o país.

No comparativo entre agosto de 2018 e o mesmo mês do ano passado, a produção do setor moveleiro recuou -2,7%, segunda taxa negativa consecutiva do semestre. A série aponta que este é o segundo menor resultado do ano, estando acima apenas de maio (-11,9%). Ao contrário da indústria de mobiliário, as médias globais da indústria geral e da indústria de transformação (ambas em 2%) se sustentam positivas na comparação mensal.

Queda no acumulado da produção da indústria de móveis

As quedas nos indicadores são influenciadas por um composto de eventos: a paralisação dos caminhoneiros (que elevou custos na produção da indústria de móveis), o aumento no preço do combustível, o turbulento e incerto cenário eleitoral cujas pesquisas apontam um possível segundo turno entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), e a acentuada desvalorização cambial.

Assim, a produção do setor moveleiro acumula entre janeiro e agosto de 2018 alta de 3,3%. Apesar de positiva, a taxa é a menor do ano e indica redução na diferença de avanço em comparação a 2017. Houveram picos de produtividade em janeiro (12,1%) e no acumulado até abril (10%), mas a partir de maio deu-se início a trajetória descendente da indústria de móveis. Mesmo assim, o segmento se mantém acima das médias globais da indústria geral (2,5%) e da indústria de transformação (2,9%).

No acumulado dos últimos 12 meses, a produção da indústria de móveis cresce a 6,3%. Esse é o menor resultado desde maio de 2018, mês que interrompeu a trajetória ascendente do setor moveleiro iniciada em julho de 2016 e que culminou com alta de 10,6% em abril deste ano. Mesmo assim, as fabricantes de mobiliário estão acima da faixa média da indústria (3,1%) e da indústria de transformação (3,6%).


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