Produção industrial cresce 0,7% em julho

Leve alta da indústria não muda cenário de queda nas atividades no Brasil

Publicado em 2 de setembro de 2014 | 16:13 |Por: Thaís Laurindo

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Contrariando as expectativas do mercado, de acordo com os novos indicadores divulgados nesta terça-feira (02 de setembro) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial no Brasil cresceu 0,7% em julho, na comparação com o mês interior, na série livre de influências sazonais. O número interrompe cinco meses seguidos de resultados negativos – período em que houve um acúmulo de -3,5%. A baixa base de comparação conjugada ao maior número de horas trabalhadas no mês julho em relação a junho é uma das justificativas para o crescimento.

Já no confronto com igual mês do ano anterior, ainda na série sem ajustes, o total da indústria apontou redução de 3,6% em julho – quinta taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação. Dessa forma, apesar da pequena alta no mês de julho, a indústria acumulou até o último estudo divulgado, perda de 2,8% em 2014, não invertendo na tendência de queda da indústria no ano, mas concedendo um certo fôlego aos industriais. A taxa anualizada, que indica o acumulado nos últimos 12 meses, manteve a trajetória descendente assinalando -1,5%.

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Segundo os dados do IBGE, apesar da insegurança que paira sobre a economia e a indústria brasileira, o crescimento de 0,7% da atividade industrial na passagem de junho para julho tem predomínio de índices positivos, com 20 dos 24 ramos investigados tendo registrado crescimento no período. Entre as três das grandes atividades econômicas pesquisadas, o segmento de bens intermediários foi o único que assinalou taxa negativa em julho (-1,6%).

A leve retomada foi impulsionada especialmente pelo bom desempenho dos chamados bens de consumo duráveis – categoria em que a indústria moveleira se inclui -, que tiveram alta de 20,3%. Esta foi a expansão mais acentuada do mês e interrompeu quatro meses consecutivos de taxas negativas, período que acumulou perda de 30,9%. Outro setor que mostrou elevado desempenho no período foi o da produção de bens de capital (como máquinas e equipamentos), que apresentou alta de 16,7%. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis também apontou resultado positivo, 0,7%.

“Entre outros fatores, atribuímos essa melhora de ritmo à baixa base de comparação dos meses anteriores conjugada a uma retomada natural das horas trabalhadas, levando-se em consideração os feriados recorrentes da Copa do Mundo do Futebol no mês de junho”, declara o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele ainda complementa: “A despeito dessa melhora, o cenário ainda permanece de queda. O aumento de 0,7% não suplanta os resultados anteriores. O contexto ainda é de queda.”

Embora o crescimento em relação a julho, o setor de bens duráveis recuou 13,7% no índice mensal de julho de 2014 comparado ao mesmo período do ano anterior.

Divulgação IBGE

Tabela IBGE

Atividade industrial

 

 

Índices ajustados

Já na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho frente ao nível do mês anterior, que também apresentou queda em relação aos três últimos meses antecedentes. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (-4,4%) assinalou a redução mais acentuada em julho e manteve a trajetória descendente iniciada em março deste ano.

Confira a pesquisa completa clicando aqui.


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