Produção de mobiliário cai 12,7% em maio, segundo IBGE

Greve dos caminhoneiros foi uma das principais causas do abrupto recuou do setor moveleiro e da indústria nacional como um todo

Publicado em 5 de julho de 2018 | 11:30 |Por: Luis Antônio Hangai

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Um dos efeitos da greve dos caminhoneiros foi a abrupta queda na produtividade da indústria nacional que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recuou 10,9% em maio deste ano em relação a abril. O resultado se aproximou de patamares registrados no final de 2003 e refletiu o comportamento negativo das quatro grandes categorias econômicas e de 24 dos 26 ramos investigados, que não tinham tantas baixas desde fevereiro de 2002. A produção de mobiliário, por exemplo, caiu 12,7%.

“A greve desarticulou o processo de produção em si, seja pelo abastecimento de matéria-prima, seja pela questão da logística na distribuição. A entrada do mês de maio caracterizou uma redução importante no ritmo de produção”, afirmou o gerente da Pesquisa Industrial Mensal, André Macedo. A perda da desoneração da folha de pagamento do setor moveleiro foi outro efeito colateral da paralisação dos caminhoneiros.

produção de mobiliário maio 2018

No comparativo com maio do ano anterior, a indústria de móveis recuou 12,1%, a menor taxa desde abril de 2017, quando a queda foi de 9,6%. Trata-se também do primeiro resultado negativo de 2018 nesta variável.

produção de mobiliário maio 2018

Com o resultado negativo de maio, a produção de mobiliário acumula expansão de 5,3% nos cinco primeiros meses de 2018, ritmo abaixo do resultado registrado até abril último (10%) e a menor taxa desde o começo do ano.

produção de mobiliário maio 2018

O índice acumulado dos últimos doze meses, ao passar de 10,7% em abril para 8,9% em maio de 2018, assinalou redução na intensidade do crescimento e interrompeu a trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-17,6%).

produção de mobiliário maio 2018

As duas únicas atividades com crescimento em maio, na comparação com abril, foram os ramos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,3%) e de indústrias extrativas (2,3%). De acordo com o gerente da pesquisa, são dois segmentos com uma menor dependência em relação às rodovias.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao recuar 27,4%, mostrou a queda mais acentuada em maio de 2018, influenciada, em grande parte, pela menor produção de automóveis. Destaca-se que essa redução foi a mais intensa desde o início da série histórica e interrompeu três meses consecutivos de taxas positivas e que acumularam expansão de 7,6%.


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