Especial: Polos Moveleiros de Santa Catarina

Inovação em gestão e design são os diferenciais que mantêm a indústria moveleira de Santa Catarina entre as principais do País

Publicado em 30 de dezembro de 2016 | 10:00 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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O setor moveleiro de Santa Catarina abrigam mais de 2300 fábricas de móveis e colchões, 11,9% do total nacional. Os polos moveleiros de São Bento do Sul e Chapecó, com 270 e 135 indústrias respectivamente, concentram o maio número de unidades do estado. O polo de São Bento do Sul, composto por Rio Negrinho e Campo Alegre, é responsável  por 18% da venda de móveis brasileiros a outros países. Além de ser uma das regiões mais representativas em relação à exportação é o maior produtor de móveis de madeira maciça do Brasil.

Segundo o presidente do Sindicato da Indústria Madeireira e Moveleira do Vale do Uruguai (Simovale) e Associação dos Moveleiros do Oeste de Santa Catarina (Amoesc), Osni Verona, as entidades levam informações relevantes ao empresariado local, visando o fortalecimento do segmento. “Não adianta produzir uma qualidade que o cliente não percebe. Esse é o pior desperdício. O maior recall das empresas é interno, os maiores concorrentes das empresas são elas próprias. As empresas precisam planejar, controlar e aplicar”, complementa Verona.

Em relação à diferença entre os polos de São Bento do Sul e do Oeste Catarinense, o superintendente comercial da Artefama, Ângelo Luiz Duvoisin, diz que não há como fazer esta comparação. “Lá eles fazem uma linha, que no meu ponto de vista, não chega a ser nosso concorrente, pois temos um deficit muito grande de fornecedores de madeira maciça no mercado. O nosso concorrente são as fábricas de chapas, que fazem preços baixíssimos”, afirma.

Divulgação Viero Móveis

polos moveleiros

Após investimentos em 2015 em nova fábrica e ampliação da capacidade produtiva, a Viero Móveis se empenha em amplificar atuação no mercado nacional

Diferencial Maciço
Os polos moveleiros catarinenses se destacam pela maior produção de móveis de madeira maciça do País.“A qualidade dos produtos é ótima e com valor agregado. Diferente do móvel ‘denorex’, que parecem de madeira mas não são, produzidos aqui em  São Paulo. É o tipo de produto que  precisamos ter na loja para atrair o cliente de melhor bom gosto, que tem potencial”, admite o diretor da loja paulista Viver Bem Móveis, Osival Lomba Junior.

Para o presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Bento do Sul (Sindusmobil), José Antonio Franzoni, os “padrões nobres de acabamento, cuidado nos detalhes e aplicação de materiais como couro, metal e vidro, são características marcantes. O design clássico e contemporâneo, de forma especial, oferece produtos exclusivos aos consumidores brasileiros”, destaca.

Alternativas e Investimentos
Lançamentos, investimentos e atualizações são constantes nos polos moveleiros de Santa Catarina. Com novo parque fabril, a Imobal e a Madebal inauguraram um novo complexo, com 57 mil m² de área total e 14 mil m² de área construída. A Sonotop também investiu em uma fábrica nova. “Compramos uma área próxima da cidade e fizemos um parque fabril moderno, bem inteligente no processo de produção em série, com maquinários novos, maior capacidade de produção e de espaço almejando um crescimento maior”, comenta o diretor executivo Ezequiel Dutkevis

Divulgação Imobal

polos moveleiros

Segundo a sócia-proprietária da Imobal, Milena Baldissera, a empresa prevê de imediato aumento de 20% na produção

Com planos de ampliação, a Enele apostou no segmento de móveis planejados. De acordo com o diretor da empresa, Nivaldo Luiz Lazaron Junior, essa foi a grande aposta da marca para o ano. “Estamos investindo em nossa linha de produtos planejados, com softwares, equipamentos e indústria”, completa Lazaron Junior.

Com investimentos em ampliações e modernizações em 2015, a Estofama adicionou 1,2 mil m² em sua planta de espumas e colchões e pretende repor e adquirir novos equipamentos este ano. Segundo o diretor Ildefonso Cividini, diversas ações já foram tomadas pela empresa, como qualificação dos colaboradores, redução de custos, padronização de produtos e treinamento externo dos representantes.

Estratégias de Mercado
O diretor da Nacional Móveis, Ivo Beuther, comenta a importância da participação em feiras e eventos e destaca o fator do trabalho em cooperação como diferencial. “Por sermos uma cooperativa, nós temos uma versatilidade em nível de maquinário muito grande. Pois não é uma empresa, são dez”, comenta Beuther.

A Cristalflex também comemora sua estratégia eficaz com a busca de novos mercados e precauções contra a inadimplência. “Nós conseguimos recuperar o que houve de queda no mercado com ampliação de região, além de muita atenção para a inadimplência, porque o grande problema não é a queda na venda, mas a inadimplência”, opina o diretor, Derli Cerveira.

Divulgação Cristalflex

polos moveleiros

“Eu não chamo de crise, mas de desaquecimento de mercado que vai durar um bom tempo ainda”, opina Derli Cerveira

O diretor-superintendente da Viero Móveis, Claudiomiro Vieira, resume a estratégia da marca em três frases: “Flexibilidade comercial, produto de alto giro e entrega de solução completa de vendas”, e detalha, “Nosso lema, claro, é: na crise, crie. Muitas vezes o problema é sério, mas a solução pode ser muito simples. Há uma grande diferença entre foco no problema e foco na solução. Concentre-se na solução em vez de ficar pensando no problema.”

A matéria completa sobre os polos moveleiros catarinenses pode ser conferida na edição 331 da revista Móbile Lojista

*Reportagem original de Guilherme S. Guinski


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