Especial: Polos Moveleiros do Paraná

Paraná é destaque na produção de móveis seriados pelas linhas contemporâneas, pesquisa e desenvolvimento, além do relacionamento com o varejo

Publicado em 6 de janeiro de 2017 | 10:00 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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Os polos moveleiros do Paraná são responsáveis por boa representatividade de produtos em todo o País. A região de Arapongas concentra o maior número de indústrias do estado. No polo moveleiro de Arapongas estão concentradas 689 fábricas, o que corrresponde a 26% do total do estado. Outras 545 ficam no polo de Curitiba, que contempla capital e região metropolitana. As outras 1,1 mil estão em municípios como Maringá e Umuarama, além das regiões Oeste e Sudoeste, nas cidades de Ampére, Francisco Beltrão, Pato Branco e Capitão Leônidas Marques.

Divulgação DJ Móveis

polos moveleiros do Paraná

As 2,7 mil unidades produtoras dos polos moveleiros do Paraná representam 13,5% dos estabelecimentos do setor no País

Segundo o coordenador do Conselho Setorial da Indústria Moveleira da Fiep e presidente do Sima, Irineu Munhoz “o setor representa uma grande fonte de renda, gerando mais de 75 mil empregos diretos. Além disso, possui a cadeia completa para a produção: florestas, produtores de painéis, fornecedores de máquinas, matérias-primas, acessórios e ferramentas. E está posicionado estrategicamente, atendendo com eficiência logística o Sudeste, onde concentram-se os grandes centros de distribuição País”, comenta.

Os dados presentes no Relatório Brasil Móveis 2015, produzido pelo Iemi – Inteligência de Mercado com apoio institucional da Movergs, dão conta ainda de que Arapongas também é a maior empregadora da indústria moveleira paranaense, com 25,7 mil pessoas ocupadas. E é de lá que sai a maior parte da produção de móveis seriados que abastece redes varejistas de diversas regiões do Brasil. “O Paraná é o maior fornecedor para o mercado varejista nacional e o terceiro em volume de exportação do País”, destaca Munhoz.

Empecilhos
Assim como boa parte dos setores industriais no Brasil, o setor moveleiro do estado enfrentam entraves para se desenvolver. Em relação à infraestrutura, Irineu Munhoz cita as rodovias, por conta da qualidade das pistas, muitas delas sem duplicação, e do valor cobrado pelas empresas que detêm as concessões. “Além do alto custo dos portos, burocracia para exportação e valor da energia elétrica”, acrescenta.

O presidente do Simov, que tem atuação na Região Metropolitana de Curitiba e no Sudoeste, Mauro Schwatsburd, também assinala o transporte com um dos gargalos da indústria paranaense. “A produção [moveleira] passou a ser transportada por navegação de cabotagem. A entrada de mais transportadoras no mercado deve baratear e viabilizar o trajeto desses produtos até o Norte e Nordeste. Porém, também é preciso melhorar e modernizar a infraestrutura dos portos aqui”, comenta Schwatsburd.

Divulgação Movelpar

polo moveleiro paranaense

Considerada de participação obrigatória a Movelpar é referência no segmento e entre as empresas dos polos moveleiros do Paraná. Edição 2015 recebeu mais de 40 mil visitantes, à próxima acontece de 13 a 16 de março de 2017

Especificidades e estratégias
Com um grande número de marcenarias, a produção sob medida tem bastante tradição no Paraná, segundo o gerente da unidade do Senai Arapongas, Nilson Violato, “também é grande o número de empresas voltadas aos planejados, que abrangem classes A, B e C. Há ainda os seriados em Arapongas, Curitiba, Francisco Beltrão, Ampére e Umuarama”, elucida.

Preocupam com a qualidade técnica de seus produtos a Linea Brasil trabalha em conjunto com o Senai, utilizando serviços de teste de resistência, para validação técnica dos itens, assim como adota um processo de verificação técnica dos seus produtos por montadores profissionais, com o objetivo de otimizar a montagem.

A produção de móveis usando a matéria-prima da madeira, aliás, é dominante nos polos moveleiros do Paraná, conforme consta no Relatório Brasil Móveis de 2015 – mais de 2,2 mil empresas a utilizam. Outras 221 empresas trabalham com metal e 65 fabricam colchões, pelos dados do Iemi.

O diretor da Artely, Rudimar Durante, destaca os móveis para sala. “As vendas de racks e estantes estão migrando fortemente para os painéis que hoje acomodam o aparelho de TV. Estes painéis ocupam menos espaço do que o rack ou a estante, se encaixam melhor nas atuais moradias”, analisa.

O presidente Simov aponta algumas vantagens do móvel do Paraná. “A logística de produção ajuda, já que os produtores de chapas, além dos importadores de maquinários estão todos aqui. A qualidade da mão de obra na região também é melhor do que se vê em outros estados”, analisa Schwartsburd.

Violato confirma que as indústrias locais estão investindo e pesquisando para se manter em sintonia com as tendências de consumo. “As empresas trazem hoje um portfólio que atende mais às necessidades do usuário, que são: qualidade, customização e adequação ao espaço por conta das casas pequenas”.

A matéria completa pode ser conferida na edição 329 da revista Móbile Lojista

*Reportagem original de Frances Baras e Nicholle Murmel


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