Crise persiste no polo moveleiro de Bento Gonçalves

De acordo com o Sindmóveis, o faturamento das indústrias de móveis teve queda de 10,3% no primeiro trimestre de 2017

Publicado em 10 de maio de 2017 | 16:44 |Por: Paulinne Giffhorn

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O crescimento das exportações no polo moveleiro de Bento Gonçalves no primeiro semestre de 2017 não foi suficiente para frear a queda generalizada no faturamento das indústrias locais. Enquanto as vendas para o mercado externo cresceram 12,7% de janeiro a março, em comparação ao mesmo período do ano passado, o faturamento da indústria moveleira de Bento Gonçalves atingiu R$ 397,59 milhões no primeiro trimestre de 2017 – queda nominal de 10,3% em relação ao mesmo período de 2016.

Foto | Jeferson Soldi

Sindmoveis - Polo Moveleiro

O presidente do sindicato, Edson Pelicioli, acredita que a recuperação deverá ser gradual

No Rio Grande do Sul, em contrapartida, os fabricantes de móveis tiveram um faturamento de R$ 1,42 bilhões, crescimento nominal de 0,8% ante o igual período do ano de 2016. O presidente do Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), Edson Pelicioli, já previa que uma recuperação para o setor devesse iniciar apenas no segundo semestre desse ano e que, ainda assim, será gradual.

Sindmóveis divulga Movelsul 2018

“Infelizmente, muitas das indústrias não conseguirão atingir patamares anteriores à crise. O Sindmóveis, enquanto entidade representativa, vai reforçar seus investimentos em pesquisa e promoção comercial para busca de novos mercados e oportunidades de atuação para as indústrias associadas – tanto no mercado interno quanto internacional”, pontua.

O desempenho negativo do polo moveleiro apresentado foi atingido em um cenário de queda de 5,6% na produção moveleira brasileira no primeiro trimestre.

O volume de vendas do comércio varejista de móveis caiu 26,5% nos dois primeiros meses do ano em relação ao ano passado, e acumula uma queda de 14,8% na variação acumulada dos últimos 12 meses. “Um conjunto de fatores contribui para a dificuldade da retomada, como o precário ambiente de negócios, burocracia, impostos e a falta de infraestrutura que comprometem a nossa competitividade”, completa Pelicioli.

(com informações de assessoria)


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