Planejamento estratégico para blindar a crise

A importância de montar um planejamento estratégico para o marceneiro reduzir riscos e aproveitar oportunidades

Publicado em 5 de janeiro de 2017 | 10:00 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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Independente do tamanho da empresa, a dificuldade de sobrevivência em tempos de crise afeta desde o grande fabricante ao pequeno marceneiro, principalmente aqueles que não possuem a cultura do controle. É nessa hora que o destino de uma empresa não pode ser deixado ao acaso.

Como afirma o coordenador geral do Centro Gestor de Inovação Moveleiro (CGI), Renato Hansen, “o mercado está à deriva neste momento, assim como o cenário político e econômico, mas as empresas não podem ficar á deriva. O futuro passa pelo planejamento, independente do que esteja acontecendo no mundo”.

O planejamento estratégico de um negócio não serve apenas para estabelecer metas de faturamento, mas para blindar a empresa de possíveis riscos, amplificar resultados e aproveitar oportunidades que possam surgir ao longo do caminho.

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“O planejamento é essencial, pois faz com que o empresário olhe para o mercado e identifique no mercado as potenciais alternativas tanto para problemas como para oportunidades. A participação em feiras, o acesso a materiais específicos, revistas técnicas, grupos de trabalho; isso tudo é muito importante e no momento do planejamento todas essas informações são juntadas de modo a criar um cenário”, explica o consultor do Sebrae-PR André Basso.

Segundo o diretor da consultoria Saad Branding+Design, Lucas Saad, o planejamento estratégico é uma disciplina essencial para que a empresa não perca o rumo e saiba exatamente qual o seu diferencial e como está se comunicando com seu público.

”A partir disso, são criadas uma série de ações que serão trabalhadas para reforçar esses diferenciais, tanto ações mais defensivas quanto ofensivas, que irão orientar as decisões nos diferentes departamentos para que toda a empresa trabalhe em consonância e consiga canalizar os esforços para uma mensagem única, forte e relevante para o público”, pontua Saad.

Planejando
Antes de tudo, é importante o separar um horário em sua agenda para montar a sua estratégia de ação. Mesmo que o empreendedor esteja com alta demanda, o quanto antes realizar o planejamento melhor será até mesmo para os projetos já iniciados. “O marceneiro tem que tirar um tempo da rotina diária para pensar o planejamento”, enfatiza Renato Hansen, e prossegue: ”O planejamento tem que ser mais importante do que tudo o que a gente faz na rotina, porque é isso que vai definir o melhor caminho por 2017.”

Para André Basso, do Sebrae, o planejamento estratégico deve ser feito sob medida para cada empresa. Segundo ele, não existe uma fórmula específica, mas existem alguns pontos comuns que devem ser levados em consideração: primeiramente, é preciso olhar para o mercado e verificar os pontos que exercem influência sobre o negócio, como comportamento do público, concorrentes, fornecedores, leis; em seguida, é necessário olhar para dentro da empresa com base nas informações coletadas anteriormente e verificar se a empresa está preparada para atender esse mercado, se a equipe está bem treinada, se os processos internos são adequados; por fim, o último passo é o empreendedor olhar para si mesmo, fazer uma auto-avaliação do seu comportamento em relação à empresa e ao mercado.

Lucas Saad destaca que os processos de sua consultoria são semelhantes, apenas em uma ordem diferente. “Os quatro principais pontos que nós trabalhamos são, primeiro, conhecer a empresa, saber de onde a empresa veio e para onde quer seguir e os pontos fortes e fracos. Em seguida, entender muito bem o público, seus hábitos de consumo, forma como esse público se comunica, o que é importante para eles. Outro ponto é conhecer os concorrentes, saber quais os pontos fortes e fracos destes para poder tomar algumas decisões. Por último, estar sempre observando o cenário do mercado de atuação e pendências referentes a esse cenário. Com isso se consegue antecipar algumas decisões e preparar a marca não apenas para o curto prazo, mas também em médio e longo prazo”, explica. Confira a matéria completa na Revista Móbile Sob Medida 101.


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