Pesquisa mostra que setor caminha para indústria 4.0

Estudo da KPMG, feito com 360 executivos de setores industriais, aponta que impressoras 3D, fabricação aditiva, inteligência artificial e computação cognitiva são parte da estratégia de investimento do segmento

Publicado em 27 de julho de 2016 | 8:55 |Por: Phaenna Assumpção

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A sétima edição da pesquisa “Panorama Global do Setor de Produção 2016” feita pela KPMG, concluiu que as empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo uma indústria 4.0. A pesquisa realizada com 360 executivos, de 14 países – entre eles o Brasil – foi conduzida pela Forbes Insights.

O estudo revelou que 25% dos CEOs de empresas que atuam nesse segmento disseram que já investiram em impressoras 3D e tecnologias de fabricação aditiva. Um número semelhante disse já ter investido em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva. O levantamento também mostrou que 40% dos entrevistados irão canalizar quantias significativas de investimentos em pesquisa e desenvolvimento para robótica nos próximos dois anos.

Crédito: Pixabay.

empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo uma indústria 4.0.

Empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo uma indústria 4.0.

“As fabricantes estão evoluindo para indústria 4.0 e tornando-se mais digitais. Os investimentos em novas tecnologias de fabricação são uma forma de aprimorar a agilidade, a flexibilidade e a velocidade para entrar no mercado quando da elaboração e do lançamento de novos produtos e serviços — elementos críticos para as empresas do setor de produção vencerem no mercado”, afirma o diretor da KPMG, Ricardo Bacellar.

Quando perguntados sobre o quanto esperam gastar em pesquisa e desenvolvimento, 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos dois anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.

“Seja investindo em melhorias incrementais para os produtos existentes, seja criando novos produtos e serviços completamente novos, o que fica claro é que as fabricantes reconhecem que precisam urgentemente aumentar seus investimentos em inovação e P&D. Nos últimos três anos, a KPMG vem monitorando as intenções de investimento das fabricantes. Os dados da KPMG mostram que, após uma queda em P&D em 2014, as expectativas em relação a investimentos dispararam em 2015 e parecem que estão preparadas para continuar a crescer este ano”, disse o diretor.

Estratégia mais agressiva para entrar em novos mercados
Mais da metade dos CEOs de empresas do setor de produção que participaram, classificou a estratégia de crescimento adotada como agressiva e mais de 16% disseram que ela é muito agressiva. O estudo também apontou que 74% dos entrevistados relataram o crescimento como uma prioridade alta ao longo dos próximos dois anos, num mercado de competição pela participação acirrada.

O levantamento mostrou ainda que os CEOs participantes têm planos para concretizar os objetivos de crescimento por meio de múltiplos canais. Segundo a pesquisa, preferem um crescimento de forma orgânica (61%) em oposição a atividades de fusão e aquisição (40%), e maior parte deles alega que aproveitará as oportunidades de entrar em novos mercados e de fazer mudanças nos pacotes de serviços e produtos atuais.

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De acordo com diretor da KPMG, Ricardo Bacellar, existem competições acirradas sendo disputadas em cada fragmento da participação de mercado disponível. “As fabricantes precisam fazer alguma coisa diferente caso queiram vencer a disputa pela participação de mercado no ambiente de hoje”, esclarece.

92% dos entrevistados disseram que estão intensificando o foco na entrada em novos mercados ao longo dos próximos dois anos. 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados. Já com relação aos planos de mudanças da gama de produtos, mais da metade (56%) disse que fará investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado; 39% disseram que investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.


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