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Os reflexos da greve dos caminhoneiros no setor moveleiro

Para a maioria dos setores, assim como para o moveleiro, a greve não apresentou grandes impactos

Publicado em 13 de novembro de 2015 | 17:41 |Por: Luciana Prieto, equipe de Conteúdo

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A greve dos caminhoneiros chega a seu quarto dia com menor impacto nas rodovias de todo o País. Iniciada no dia 9 de novembro, a manifestação que, no primeiro dia registrou protestos em onze estados, parece estar perdendo forças, atingindo hoje, somente três. No setor moveleiro, os danos ainda não podem ser calculados e foram apenas superficiais.

PRF-RS/Divulgação

greve dos caminhoneiros

O insucesso da greve se deve, principalmente, ao aumento da multa para quem a continuasse

Convocado pelo Comando Nacional do Transporte (CNT), o movimento não possui adesão total dos caminhoneiros. Em parte das rodovias houve somente concentração de caminhões nos acostamentos e, em outras, paralisação total. Entre as reivindicações da classe estão a renúncia da presidente Dilma Rousseff, a redução do preço do óleo diesel, um valor de frete mínimo, salário unificado e ajuda federal para o refinanciamento de dívidas provenientes da compra de veículos.

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Em alguns estados a paralisação já tem prejudicado indústrias e lojistas do segmento de móveis. Segundo o presidente do Sindicato Intermunicipal das Indústrias de Mobiliário de Ubá (Intersind), Michel Pires, em Minas Gerais, a greve afetou a distribuição de matéria-prima em algumas indústrias e a entrega de produtos aos consumidores. “Como hoje nós trabalhamos com um estoque bastante reduzido de matéria-prima e o cliente também possui um estoque pequeno de móveis a pronta entrega, um ou dois dias de atraso acaba afetando a entrega e a venda no cliente”, afirma.

Jeferson Soldi

greve dos caminhoneiros

Henrique Tecchio: “O impacto para o pólo moveleiro de Bento Gonçalves foi pontual e superficial”

No pólo de Bento Gonçalves (RS), os impactos também foram pontuais e superficiais. “Para as indústrias que recebem matérias-primas de fora do estado, a paralisação dos caminhoneiros atrasou parcialmente a entrega de insumos, desestruturando momentaneamente as linhas de produção”, avalia o presidente do Sindmóveis de Bento Gonçalves (RS), Henrique Tecchio. Isso, segundo ele, porque o movimento se dissipou rapidamente, não tendo apoio do sindicato da categoria.

Para evitar a manutenção da greve e reduzir os impactos na economia, na terça-feira (10), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estipulou medidas mais rígidas para quem prosseguisse com os bloqueios. Os organizadores poderão ser multados no valor de R$ 19.154 e a punição para quem bloquear rodovias passou de R$ 1.915 para R$ 5.746.

Segundo o presidente da Abimóvel, Daniel Lutz, se as paralisações persistirem, as indústrias moveleiras serão fortemente lesadas considerando a crise financeira que assola o País. “Eu acho até que o movimento é válido, que é importante eles protestarem. Todos se sentem lesados pelo governo com as medidas econômicas, o aumento dos impostos, da energia elétrica, dos combustíveis, o que já impactou bastante nas indústrias. Mas queria considerar que isso afeta ainda mais as indústrias que já estão sendo prejudicadas com a situação econômica”, completa.


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