Os cuidados para um bom corte de gastos

Publicado em 28 de dezembro de 2016 | 10:00 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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Enquanto a atual situação político-econômica não se estabiliza, o empresário não pode baixar a guarda. Processos devem ser revistos, ajustes devem ser efetivados, mudanças devem ser realizadas e corte de gastos devem ser considerados.

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corte de custos

“Mandar gente embora é fácil, montar uma estratégia de sobrevivência é outra coisa”, avalia Martins.

O diretor da SV Martins Consultoria, Vasco Martins percebe que o fabricante está em uma situação bastante desfavorável, uma vez que boa parte do varejo, em seu direito, está mais interessado em quem tem o menor preço, obrigando a indústria a criar produtos de menor qualidade. “Mas isso é uma faca de dois gumes, você baixa a qualidade do móvel, da matéria-prima e, por consequência, do móvel. A chance de dar um problema lá na frente é bem maior, e esse custo nunca vai para o lojista, vai para a fábrica”, explica Martins.
Felizmente (ou menos mal), tanto fabricantes como fornecedores têm se precavido para que o impacto da crise seja cada vez menor, sempre seguindo a máxima de que não se mexe no produto que já está em linha. Para o consultor Claudio Perin, “é muito perigoso pegar esse caminho. Porque, na minha visão, se o empresário quer oferecer um produto mais barato ele deveria lançar um novo e não mexer no que está em linha, isto traz uma percepção muito ruim para o cliente.”

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Segundo Claudio Perin, cenário é complicado e este já não é mais momento para grandes mudanças

Para o consultor Vasco Martins, as empresas superestimam o lado financeiro por se tratar do resultado final, porém, este é apenas um dos vários processos de uma empresa, pois, em tempos de incerteza econômica, devem ser analisados processos para a sustentabilidade do negócio como um todo. “Quais são os ativos intangíveis da empresa? São clientes, processos internos e pessoas que irão atingir o resultado financeiro. o que me preocupa nesta área hoje de cortar gente, é estar cortando processos que são muito importantes para o seu resultado final. Para conseguir estes resultados, a empresa deve cortar consciente. Mandar gente embora é fácil, montar uma estratégia de sobrevivência é outra coisa”, avalia Martins.
“Esta é uma crise diferente”, afirma o consultor Claudio Perin, “Porque esta crise política que está comprometendo financeiramente, na última crise imobiliária de 2008 ela durou no máximo dois anos. Foi um ciclo curto. Agora o que está acontecendo atualmente começou de uma maneira mais intensa no meio de 2015 e nós estamos quase em 2017 e ela não tem previsão de arrefecer tão rapidamente, é isso o que assusta as pessoas.”


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