O que fazer com os resíduos?

O grande desafio das marcenarias é o fato de ter como matéria-prima principal o MDF e o MDP, produtos que têm uma destinação final mais complicada

Publicado em 3 de junho de 2014 | 14:09 |Por: Joana Castro, equipe Conteúdo

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A Lei nº 12.305, intitulada Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, firmou contrato entre o poder público e fabricantes, importadores, distribuidores ou comerciantes, e estabeleceu a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.

Mesmo em vigor há quatro anos, muitas marcenarias ainda enfrentam dúvidas sobre qual a forma de descartar adequadamente os resíduos. A coordenadora da Central de Resíduos Sólidos Industriais da Fundação Proamb, Taísa Trevisan, cita um exemplo: “Hoje, o principal problema das marcenarias é a sobra de MDF e MDP. Muitas vezes, esse material é queimado em fornos de olaria. O problema é que esse produto pode ser considerado um resíduo perigoso. Nesse caso, a Política Nacional indica que devem ser enviados aos aterros industriais ou ao reaproveitamento”, explica.

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O diretor da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Aurélio Sant’Anna, atenta para outro material que quando incinerado é prejudicial ao meio ambiente: o PVC. “É muito importante que não se queime PVC, muito utilizado em fitas de borda para móveis. O cloreto, um dos componentes do PVC, quando queimado gera a dioxina, um produto altamente tóxico e perigoso”, afirma.

Descarte adequado

De acordo com o chefe da seção de Marcenaria e Carpintaria da Escola de Engenharia de São Carlos da USP (EESC), Jeremias Valério da Silva, a conscientização dos profissionais em reaproveitar os materiais é fundamental para a redução do impacto ambiental.

Confira essa reportagem completa na edição 84 da revista Sob Medida.


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