Novo Simples Nacional não agrada, segundo pesquisa do Sescon-SP

Segundo pesquisa do Sescon-SP, novo Simples Nacional traz mudanças insatisfatórias para o setor

Publicado em 3 de fevereiro de 2017 | 11:12 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Sescon-SP

19% dos contadores consultados afirmam que a proposta traz benefícios, mas poderia ter sido mais bem elaborada

Sancionada no final do ano pelo presidente Michel Temer, a Lei Complementar 155/2016 não está agradando empresários que optam pelo Simples Nacional. Embora ela tenha trazido importantes alterações ao regime tributário, as novas mudanças como a ampliação do teto de faturamento e o aumento de prazo para parcelamento de dívidas, não agrada empresários.

Segundo levantamento feito pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), realizado com mais de 300 empresários de contabilidade, o pacote apelidado de “Crescer sem medo” foi aprovado sem restrições por apenas 4% dos entrevistados. As alterações, que tinham como objetivo auxiliar as pequenas e micro empresas, podem comprometer os empreendedores.

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O presidente do Sescon-SP, Márcio Massao Shimonoto, avalia que é necessário analisar cuidadosamente o regime tributário da empresa, para evitar baques ao longo do ano. De acordo com Shimonoto, com as modificações, a escolha pelo Simples Nacional pode significar aumento de carga tributária para algumas empresas e, quanto ao tempo de parcelamento, “somente a abertura de um novo Programa de Recuperação Fiscal, que possibilite o pagamento com descontos e redução de multas e juros, ajudaria de fato as empresas” complementa.

40% dos empresários reconhecem que o parcelamento em até 120 meses é um ganho real, mas um Refis com redução significativa de multas e juros seria mais útil neste momento de crise. Para outros 29%, as mudanças são, na verdade, uma armadilha para o futuro: ao longo do tempo as vantagens do Simples serão perdidas e os micro e pequenos empresários poderão ficar sem saída.

Ainda na pesquisa, 19% dos contadores consultados afirmam que a proposta traz benefícios, mas poderia ter sido melhor elaborada. Na opinião de 8%, até 2018, quando passa a valer o novo teto de faturamento, a correção da inflação fará com que o regime deixe de ser vantajoso.

Divulgação Sescon-SP

Sescon-SP

Resultado do levantamento do Sescon-SP sobre as mudanças no Simples Nacional

(com informações de assessoria)

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