Muito além da gestão de resíduos

Questões ambientais influenciam diretamente na produtividade, no crescimento e na visão de marca das organizações e inclui, também, a visão social

Publicado em 20 de maio de 2014 | 11:47 |Por: Júlia Magalhães

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Divulgação Sayerlack

Tratamento adequado dos efluentes é imprescindível para o meio ambiente e para a responsabilidade socioambiental da empresa. Na foto, sistema da Sayerlack

Tratamento adequado dos efluentes é imprescindível para o meio ambiente e para a responsabilidade socioambiental da empresa. Na foto, sistema da Sayerlack

Sustentabilidade é um termo que está muito em voga atualmente, todavia nem sempre é entendido em toda a sua dimensão. “Hoje as empresas acreditam que estar preocupado com o meio ambiente e ser sustentável é somente gerir os resí­duos”, afirma a coordenadora da Central de Resíduos Sólidos Industriais da Fundação Proamb, Taísa Trevisan.

Isso, no entanto, não basta, segundo ela. “Inclui ainda ações no âmbito social e, além da gestão adequada, também a redução dos resíduos gerados.” Para avaliar se a gestão está sendo feita de forma adequada, a coordenadora indica as seguintes indagações: “Como reduzir a geração desse resíduo? Qual o impacto que causa ao meio ambiente?”

O engenheiro mecânico e consultor da indústria moveleira Cláudio Perin diz que ignorar a sustentabilidade pode gerar custos extras e afetar a imagem institucional. “Com o forte apelo da mídia e a necessidade de proteção ao meio ambiente sustentável, o descarte inadequado pode gerar uma péssima reputação ao empresário que não cuidar deste assunto”, ressalta.

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O setor moveleiro é um consumidor de recursos naturais com potenciais renováveis. O grande foco de efluentes líquidos da indústria moveleira, segundo Perin, está relacionado aos acabamentos de pintura (tais como solventes, primers, lacas, acetona e até mesmo querosene). Perin observa que a ideia que vem sendo adotada é contrária ao descarte. “Existem hoje centrifugadoras, destiladoras e filtros que podem e devem ser utilizados para o tratamento e reciclagem de alguns destes itens”, pontua.

O consultor exemplifica: “Um caso de crescente utilização é o destilador de solvente. Por meio desse equipamento o volume de efluente acaba reduzido a menos de 5% do total gerado, ou seja, o resíduo deixa de ser o líquido e passa a ser uma borra. O resultado é um solvente que, embora de qualidade inferior – por isso apelidado de‘batizado’ por alguns operadores –, consegue ser utilizado perfeitamente na primeira lavada das máquinas de pintura. A vantagem do reuso é a questão ambiental atrelada aos custos do descarte; sendo assim, ganham o meio ambiente e também o empresário.”

O diretor executivo da Carolina Móveis, Áureo Barbosa – indústria de Diamante de Ubá (MG) –, chama a atenção para o fato de que, em princípio, uma moveleira gera apenas resíduos sólidos. Isso porque, hoje em dia, a maioria das indústrias de móveis que produzem resíduos líquidos provenientes das cabines de pintura trabalham em circuito fechado, ou seja, quando existe um reservatório e uma bomba que faz circular a água para absorver as poeiras dos vernizes. Depois, essa borra passa por um filtro e a água continua circulando permanentemente.

Confira essa reportagem completa na edição 260 da revista Móbile Fornecedores.


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