Movergs e Sindmóveis emitem comunicado contra aumento do preço dos painéis

Entidades do polo de Bento Gonçalves e das indústrias de móveis do Rio Grande do Sul se posicionam contra novo reajuste

Publicado em 7 de fevereiro de 2017 | 11:06 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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A Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs) e o Sindicato das Indústrias do Mobiliário de Bento Gonçalves (Sindmóveis), emitiram ontem (06/02) a tarde uma nota de repúdio à nova onda de reajustes do preço dos painéis de madeira que as fabricantes anunciaram.

Divulgação

Guararapes

Indústria de painéis sinalizam aumento entre 8% e 15% no preço dos painéis em 2017

Algumas das maiores companhias fornecedoras de chapas comunicaram ao setor moveleiro repasses entre 8% e 15% no preço da principal matéria-prima para a fabricação do mobiliário. Movergs e Sindmóveis enxergam o aumento como “absolutamente incoerente com o severo recesso enfrentado pelo setor moveleiro em todos os indicadores mensurados – faturamento, empregos, produção e exportações”.

A produção do setor moveleiro em 2016, segundo o IBGE, registrou queda de 11% comparado a 2015. Somente no polo de Bento Gonçalves, apontam o presidente da Movergs, Volnei Benini e o presidente do Sindmóveis, Edson Pelicioli, as perdas chegam a 18% no faturamento em 2016 e com o menor nível de empregos dos últimos dez anos.

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“As indústrias estão lutando contra a crise em uma tentativa ferrenha de evitar ainda mais demissões. Existe uma previsão de leve retomada das vendas ainda este ano, mas ainda há um longo caminho de retração a ser enfrentado, que se tornará ainda mais penoso diante de notícias como essa vinda de nossos fornecedores”, assinala as entidades no comunicado.

A nota também aponta que a cadeia como um todo necessita recuperar margens, fazê-lo de forma gradual e, principalmente, em um momento de crescimento e não de queda. “É lamentável vermos esse tipo de movimento protecionista em um momento de tantos entraves”, ressalta. Movergs e Sindmóveis deixam suas equipes à disposição das empresas associadas em busca de soluções e discussão sobre o cenário, “mas, desde já, expressam sua indignação acerca desse abuso com a indústria moveleira”, frisam.

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