Movergs apresenta panorama do setor moveleiro em junho

O cenário é desfavorável na maioria das áreas do setor moveleiro e Rio grande do Sul acompanha tendência

Publicado em 23 de agosto de 2017 | 17:55 |Por: Thiago das Mercês

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Apesar da leve melhora apresentada no mês de maio, o setor moveleiro voltou a sofrer com a instabilidade econômica. Segundo dados divulgados pelo relatório da Inteligência de Mercado (Iemi), em junho, além do índice negativo da indústria de madeira e móveis, o setor amargou o aumento no número de demissões, fato que se repete pelo quinto mês consecutivo.

Na produção de móveis, o Brasil teve uma redução de 4,6% em volumes, alcançando 33,8 milhões de peças, contra as 35,7 milhões de unidades de maio. O consumo aparente de móveis chegou a 33,6 milhões de peças, uma queda de 4,6%, se comparado a maio. As quedas atingiram, ainda, a participação dos móveis nacionais. Os importados passaram de 2,5% para 2,3% e os exportados de 3,1% para 2,9%.

A produtividade do setor moveleiro, igualmente, sofreu redução. A indústria moveleira teve queda de 2% em junho e, também, de 2% no acumulado do ano. Já a indústria de transformação, apesar do recuo 0,1% no referido mês, teve alta de 3,1% no ano.

Divulgação: Senai

setor moveleiro

“Nossa meta é seguir trabalhando com seriedade, pois acreditamos que somente desta forma poderemos melhorar os cenários”, destacou o presidente da Movergs, Volnei Benini

Nem mesmo o setor de vendas do comércio varejista de móveis – que vinha mantendo uma sequência de bons resultados – apresentou dados positivos em junho. A queda foi de 8,6% em volume de peças e o mesmo percentual em valores das receitas, se comparado a maio.

Emprego
Em junho, a geração de empregos sofreu retração de 0,1% no setor moveleiro nacional. No acumulado do ano, houve alta de 3,8%. Na indústria de transformação, a variação foi de queda em 0,1% no mês e alta de 0,6% a.a.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho e Emprego, pelo quinto mês consecutivo houve mais demissões que admissões. Foram fechadas 123 vagas de trabalho em âmbito nacional, caindo para 230.268 postos. A média salarial nacional no setor moveleiro também sofreu uma retração de 5%, atingindo R$ 1.025,35. Na indústria de transformação, houve leve valorização de 0,9%, chegando a R$ 1.143,90.

– Indústria 4.0 e Novo Brasil em debate no 27º Congresso Movergs

Para o presidente da Movergs, Volnei Benini, a instabilidade apresentada nos índices, a cada mês, é um reflexo direto da economia nacional. “Vivemos um período muito delicado, no qual as diversas variáveis econômicas impactam nos números. Cada movimento do governo, desde as pequenas decisões políticas, tem consequência no comportamento de compra do brasileiro”, avaliou o executivo.

Rio Grande do Sul
O cenário no Rio Grande do Sul também tem se mostrado negativo. Neste mesmo período, de maio a junho, a produção de móveis passou de 6,2 milhões para 5,7 milhões de peças, o que representa uma queda de 7,3%. A produção na indústria de transformação diminui 2,3% no mês, com recuo de 0,3% no ano.

A redução no consumo aparente de móveis foi ainda maior que a nacional, atingindo 7,3%, com 5,5 mi de unidades. No Rio Grande do Sul, os móveis importados caíram de 1,1% para 0,9% no consumo interno e se mantiveram em 4,9% nos exportados.

No mesmo período, o setor do varejo de móveis gaúcho apresentou pequeno crescimento: de 0,5% em volume e 0,3% em valores. No entanto, no acumulado do ano, os resultados permaneceram negativos para as vendas do estado, com queda de 15,4% e de 6,6% em valores de receitas. Com relação à geração de postos de trabalho, o Rio Grande do Sul teve queda no saldo de empregos, com o encerramento de 252 vagas, consolidando 32.870 em junho.

(com informações de assessoria)


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