MDIC deve ampliar programa Brasil Mais Produtivo em 2017

Projeto em parceria entre governo federal e Senai tem 3 mil vagas abertas para consultorias em todo o país

Publicado em 27 de outubro de 2016 | 10:11 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Gelson Bampi/Divulgação Fiep

Brasil Mais Produtivo

Brasil Mais Produtivo pretende atender inicialmente três mil empresas

O programa Brasil Mais Produtivo foi lançado oficialmente ontem (26), pelo ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira. O projeto realizado em parceria com o Senai, utiliza a metodologia lean manufacturing (manufatura enxuta) para reduzir desperdícios nos processos produtivos. Desta forma, visa aumentar em ao menos 20% a produtividade das empresas participantes. O anúncio ocorreu na sede da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), estado que contará com 200 consultorias.

Pereira afirmou que, pela grande procura registrada até agora, o MDIC já estuda ampliar o número de vagas para 2017. Inicialmente, em todo o país, o Brasil Mais Produtivo pretende atender 3 mil empresas. “Precisam ser pequenas ou médias indústrias, de 11 a 200 funcionários, instaladas preferencialmente em Arranjos Produtivos Locais e nos segmentos metalmecânico, moveleiro, alimentos e bebidas e vestuário e calçados”, explicou o ministro.

Gelson Bampi/Divulgação Fiep

Brasil Mais Produtivo - Marcos Pereira

Lançamento Brasil Mais Produtivo com presença do Ministro Marcos Pereira

Projeto piloto com resultados positivos
Segundo o ministro, a intenção do programa é aumentar em 20% a produtividade das indústrias participantes. Porém, os resultados alcançados pelo Brasil Mais Produtivo nas empresas já atendidas estão bastante acima da meta estabelecida. “A nossa experiência mostra que tem havido um aumento de produtividade em 50%, na média das empresas já atendidas. Há casos até de 80%”, disse.

Nas consultorias, o Senai propõe mudanças para reduzir sete tipos de desperdícios nos processos produtivos das empresas: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. “A ideia é revisitar o processo produtivo dessas indústrias, eliminando desperdícios e trazendo uma cultura de manufatura enxuta. Com isso, aumenta-se a produtividade das empresas”, declarou Pereira.

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Para o presidente da Fiep, Edson Campagnolo, é fundamental a ampliação do Brasil Mais Produtivo. Por ter um orçamento relativamente baixo – R$ 50 milhões nesta primeira etapa – e por trazer resultados efetivos para as empresas, ele acredita que sua expansão é possível. “É importante ampliar o número de empresas atendidas e também os setores contemplados”, afirmou.

Gelson Bampi/Divulgação Fiep

Brasil Mais Produtivo - Edson Campagnolo

Para Campagnolo, o número de empresas e setores atendidos pode ser ampliado

Indústria e setor moveleiro paranaense
“Para o Paraná, temos separadas 200 vagas e já temos 233 empresas inscritas. No Brasil temos mais de 3.100 empresas inscritas e, com isso, já estamos estudando a ampliação do programa para o próximo ano”, disse o ministro. As 200 vagas disponíveis no Estado são voltadas preferencialmente para indústrias de três setores, incluindo o moveleiro, no polo de Arapongas. O custo total da consultoria é de R$ 18 mil por indústria, sendo que R$ 15 mil são pagos pelo MDIC, Apex Brasil e ABDI, com uma contrapartida de R$ 3 mil da empresa. Para se inscrever é preciso se cadastrar no site do programa.

Campagnolo apontou que o Brasil Mais Produtivo é uma importante ferramenta para aumentar a competitividade dos setores atendidos, que estão entre os principais da indústria paranaense. “Esses setores [moveleiro, metalmecânico e alimentos e bebidas] têm peso significativo na economia e na geração de empregos no Estado. Eles precisam ser mais produtivos para alcançar novos mercados e ter condições de competir com os produtos de outros países”, afirmou.

(com informações da assessoria)


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