Marel completa 50 anos

A Marel está entre as maiores fabricantes de móveis planejados do país

Publicado em 19 de maio de 2017 | 8:45 |Por: Cleide de Paula

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No último dia 10 de maio de 2017, o Grupo Marel completou 50 anos com muita história para contar. Tudo começou quando o afiador de serras Armando Behne saiu em 1960 de Vacaria (RS) com cinco filhos e a esposa para abrir uma serraria em Francisco Beltrão, com outros amigos gaúchos. Outro gaúcho que saiu de seu Estado natal, atraído pela cidade de Francisco Beltrão, foi o escultor Arlindo Scheuer, que chegou em 1965, e montou uma fabriqueta de artefatos de cimento (túmulos, tanques, pias, tubos para bueiros, passeios e blocos de concreto). Mas os negócios não iam tão bem e, em uma noite de novembro de 1966, no bolão da cidade, Arlindo propôs sociedade a Armando: poucas horas depois fecharam negócio. Era o pontapé inaugural da Marmoritaria Estrela Ltda, onde tudo começou em 1967.

Crédito: Divulgação Marel

Marel fábrica antiga

Origem da Marel se deu em 1960, na cidade de Vacaria (RS)

Como Arlindo seguiu na afiação de serras, Nelson, filho mais velho, então com 20 anos, e o irmão Ilson, representaram os Behne no início, ao lado de Arlindo. Mais tarde chegou Rudi Scheuer, filho de Arlindo, seguido pelos irmãos Paulo e Eloy. Dos Behne ainda vieram Edgar, Walter e Sandra, que nasceu no dia que Arlindo e Armando firmaram sociedade.
Na empresa, a equipe produzia pias de cimento. Com a necessidade de balcões para essas pias, os sócios expandiram os negócios. Em 1971, a Marmoritaria migrou para o segmento moveleiro, nicho do mercado considerado promissor. Em 1978, a Marel – nome originado de “Marmoritaria Estrela Ltda” – passou a trabalhar somente com a fabricação de móveis, mais especificamente cozinhas moduladas.

Tudo ia bem até que, em 1983, a sede sofreu com duas inundações por causa de enchentes, deixando tudo embaixo d’agua. Quando a empresa estava se reerguendo, veio outra enchente no mês seguinte. Foi um momento de extrema dificuldade, mas graças a ajuda de parceiros, fornecedores e muito trabalho, não fecharam as portas. Os empreendedores então partiram para um terreno paralelo à PR483, nas proximidades do trevo do Bairro Alvorada.

Marel investe em nova linha de pintura
Dezesseis anos depois, em janeiro 1999, nova turbulência, desta vez em dose dupla. Em um dia quebrou a Disapel, que comprava de 40% a 50% da produção da Marel, causando um prejuízo estimado em R$ 2 milhões. No dia seguinte, houve uma súbita desvalorização do Real, que duplicou o valor de um empréstimo internacional de US$ 1 milhão. Tudo isso em apenas dois dias, mas que causaram um forte abalo na empresa.

A Marel então enfrentou a crise com uma postura corajosa: substituiu os móveis em série pelos planejados, sob encomenda, mudando assim de segmento de mercado, de menor para maior poder aquisitivo. Além disso, o grupo também detinha outra marca, a Duranox, fabricante de pias, cubas e utensílios de inox, até 2015, quando foi vendida a outro grupo paranaense.

Crédito: Divulgação Marel

Parque fabril da Marel

O parque fabril da Marel é equipado com o que há de mais moderno em maquinário no mundo

Móveis planejados
A partir do ano 2000, a Marel viveu um salto em desenvolvimento na produção de cozinhas planejadas, com mais tecnologia e valor agregado. Assim, em 2004, lançaram os Dormitórios Planejados, com projeto do designer Alceu Bomfim, da Inove Design. Quatro anos depois, o rol de produtos aumentou e a empresa passou a fabricar móveis planejados para toda a casa. Então, em 2005 surgiu a Dimare, com produtos mais acessíveis. É que com o passar do tempo, a concorrência no setor ficou mais acirrada e, diante disso, resolveram apostar em uma linha diferente, mais acessível que a Marel Móveis (a linha de produtos de alto padrão). E pensando no público que comprou imóveis pelo programa do Governo Minha Casa Minha Vida, ainda foi criada em 2013 a Kless Móveis, um projeto todo feito pela equipe interna da fábrica.

Hoje, as três marcas do grupo Marel S/A têm cerca de 680 pontos de venda espalhados pelo Brasil, com a perspectiva de abertura de novos 110 pontos em 2017.


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