Máquinas e equipamentos: produção em baixa em agosto

Segundo a Abimaq, não há previsão para mudança de cenário para a indústria de máquinas e equipamentos ainda neste ano

Publicado em 25 de setembro de 2014 | 11:03 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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O setor de máquinas e equipamentos contabilizou novos números que confirmam a desaceleração da atividade no País, segundo dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Em agosto, o consumo aparente mensal (R$ 7,982 bilhões) foi 9,1% inferior ao resultado de julho e 28,5% menor em relação ao resultado do mesmo mês do ano anterior.

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indústria de máquinas e equipamentos

Setor mostra preocupação com os rumos da atividade nos próximos meses

Quanto ao faturamento bruto mensal de agosto (R$ 5,379 bilhões), o volume foi 5,5% menor em relação a julho e 28,7% sobre o período semelhante do ano anterior. Nas vendas para o mercado interno, o fraco ritmo de atividade mantém as vendas 32,1% abaixo em relação a 2013.

No que diz respeito às exportações, o resultado obtido em agosto (US$ 1,149 bilhão) foi 6,7% menor do que o registrado em julho. Comparado ao mesmo mês de 2013, houve uma redução de 8%. No acumulado do ano (US$ 9,006 bilhões), o montante mantém um forte crescimento sobre 2013 (14%), sendo o melhor resultado de toda a série histórica – 2,3% acima de 2012. O setor de componentes para a indústria de bens de capital reduziu suas exportações em 25,9% no mês e representou 26,6% na exportação da indústria de bens de capital mecânico.

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Já a importação de máquinas e equipamentos registrou redução de 11,8% (US$ 2,551 bilhões) no volume de produtos em agosto sobre julho. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, houve queda de 17,2%. A principal origem das importações ainda continua sendo os Estados Unidos, com 25,6% do montante total.

A indústria também registrou uma nova queda no quadro de pessoal em agosto, a redução foi de 0,5% comparado a julho. No ano, esse índice já chega a 2,5% em relação a 2013, o menor nível desde 2011.

Segundo Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, o desejo do mercado é que o ano “acabe logo”, pois o cenário desfavorável não deve sofrer alterações ao longo dos próximos meses. “Não há possibilidade de recuperação ainda em 2014. A previsão é de que o estrago será maior do que o previsto. Com uma Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) retornando próximo aos 17%, isso significa que no futuro não voltaremos a crescer tão rapidamente”.

Para ele, o Brasil é considerado hoje o “País da importação”. “O setor está sentindo os efeitos do forte processo de desindustrialização vivido pelo mercado nos últimos anos. Isso impulsionou muitas indústrias a fechar suas portas ou se transformarem em importadores, o que é prejudicial para a indústria brasileira.”


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