Máquinas e equipamentos em baixa em julho

Abimaq divulga os resultados do setor de máquinas e equipamentos de julho. Não há previsão de retomada do crescimento ainda neste ano

Publicado em 28 de agosto de 2014 | 15:04 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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Por mais um mês consecutivo, os resultados da indústria ainda seguem em curva descendente. E no setor de máquinas e equipamentos, isso não foi diferente em julho. Segundo dados da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), os principais números que medem a atividade estão em queda.

Antonio Pinheiro/GERJ

Abimaq - eMobile

Setor de máquinas e equipamentos registra nova queda em seus números em julho

De acordo com levantamento da entidade, em julho, o consumo aparente (R$ 8,816 bilhões) foi 1,2% superior a junho deste ano e 22,4% inferior ao resultado obtido pelo mesmo mês de 2013. No ano, o montante registrou queda de 14,8% sobre igual período do ano passado. Eliminando a variação cambial, essa baixa chega a 19,9%.

No market share, a média anual da participação da importação no consumo brasileiro de máquinas e equipamentos saltou de 51% em 2008 para 72% em 2014. De acordo com a Abimaq, a produção nacional continua perdendo mercado perante aos produtos importados. Mesmo com uma melhora registrada nos últimos meses, o nível de participação continua sendo um dos menores da série histórica.

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No faturamento da indústria de máquinas e equipamentos, a queda em julho foi de 6,1% em relação a junho. Em relação ao mesmo mês de 2013, essa redução chega a 14,5%. O comportamento médio do faturamento de 2014 está em um patamar 16,6% abaixo da média.

O resultado das vendas externas de julho (US$ 1,232 bilhão) foi 20,6% maior do que o valor registrado em junho. Comparado a junho de 2013, a alta foi de 10,3%. Em setores, o destaque ficou por conta da indústria de bens de capital, com alta de 35,2% sobre junho. Os principais destinos dos produtos brasileiros foram a América Latina (32,6%), que obteve uma variação negativa de 5,7%; Estados Unidos (27,5%), que registrou uma elevação de 47,8%, sinalizando a retomada da economia local; Europa (21,9%).

Apesar disso, houve crescimento no déficit da balança comercial do setor de 8,2% em julho comparado a junho. No entanto, de acordo com os especialistas da Abimaq, a queda do déficit foi impulsionada com mais força pela queda nas importações (10,6% negativo em julho em relação ao mês anterior) do que pela elevação das exportações.

Segundo Carlos Pastoriza, presidente da Abimaq, a tendência é que se mantenha em queda o faturamento e o consumo de máquinas e equipamentos neste ano. “Quando um país investe menos, ele tem menos condições de crescer. O não investimento de hoje é o não crescimento do PIB amanhã. Não acredito em previsões melhores até o final do ano, ou seja, a retomada dos bons números não é algo visível no curto prazo.” O volume de investimentos no Brasil tem se mantido cerca de 20% inferior ao montante de 2013.

A expectativa, de acordo com Pastoriza, é que o novo presidente sinalize ao mercado a possibilidade de fazer as reformas necessárias no País. “Isso fará com que o investimento volte para o Brasil”, ressalta.


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