Aprenda a fazer a manutenção e a limpeza dos coletores de pó

A manutenção e limpeza dos coletores de pó pode parecer complicada, mas com algumas dicas dos fabricantes este trabalho é facilitado

Publicado em 21 de março de 2014 | 15:53 |Por: Portal eMobile

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Equipamento importante para a conservação das marcenarias e saúde dos colaboradores, os coletores de pó eliminam ao máximo as serragens e cavacos produzidos no processamento dos painéis de madeira. Porém, este sistema que garante segurança e qualidade ao ambiente fabril, necessita de manutenção. Nesse momento geralmente surgem algumas dúvidas, como: se a limpeza deve ser especializada e que produtos podem ser utilizados.

Em consulta a fabricantes do segmento, a Móbile Sob Medida procura tirar as principais dúvidas sobre o assunto.

Coletor de pó Exaustec

Manutenção preventiva aumenta a vida útil dos equipamentos e evita paradas não programadas

Em primeiro lugar, o bom funcionamento de um coletor de pó depende do dimensionamento correto no momento da compra, antecedendo a instalação do produto. De acordo com o gerente comercial da Smartech, Roberto de Souza Pereira, para dimensionar um coletor é preciso verificar com o fabricante da máquina que o utilizará, qual o diâmetro da boca de aspiração que será conectada e também a velocidade de aspiração (metros/segundo) que a máquina necessita.

Pereira explica que cada máquina possui uma necessidade de aspiração diferente, mas de maneira geral, os fabricantes solicitam algo entre 25 m/seg a 35 m/seg, dependendo da aplicação. Para medir a velocidade é utilizado um aparelho chamado anemômetro. “A medição é realizada colocando a hélice do aparelho na boca de captação do coletor de pó”, exemplifica.

O uso de tubulação metálica para máquinas maiores também é recomendada pelo gerente. Utilizada frequentemente e no mesmo local, segundo Pereira, ela é três vezes mais eficiente se comparada à utilização de mangueiras flexíveis. Isto faz com que seja reduzida a potência do motor a ser usado, diminuindo o consumo de energia. Ele alerta também para a não redução do diâmetro da boca de aspiração entre a máquina e o coletor. “Se a máquina possui uma boca de captação com diâmetro de 150 mm, ele deve ter 150 mm da máquina até o coletor de pó, criando, assim, um fluxo contínuo da aspiração”, avalia.

Anemômetro

Para medir a velocidade do coletor é utilizado um aparelho chamado anemômetro. A medição é realizada colocando a hélice do aparelho na boca de captação do coletor de pó, conforme a foto

Manutenção e limpeza

Normalmente, os coletores de pó possuem um ou dois reservatórios (inferiores) e duas mangas filtrantes (superiores), que são responsáveis por deixar o ar sair e reter as partículas de madeira. “Estes filtros superiores devem ser batidos diariamente, para que o pó impregnado nos poros caia no reservatório deixando a manga filtrante sempre limpa, aumentando, assim, a sua vida útil e a eficiência do exaustor”, destaca Pereira, da Smartech.

Já o gerente comercial da Arpi, Renato Nunes, informa que os coletores de pó são de fácil manutenção, sendo que o principal item a ser verificado são os filtros superiores, que podem ser de diversos materiais, dependendo do fabricante. A Arpi utiliza filtros com material 100% poliéster e Nunes recomenda uma limpeza manual diária no início das manhãs, antes de o equipamento ser ligado.

O engenheiro técnico da Exaustec, Rafael Machado da Silva, explica que a manutenção dos elementos filtrantes consiste basicamente na lavagem e substituição dos mesmos de acordo com seu estado, podendo sofrer variações em relação à umidade, possibilidade de entupimento, condensação e outros. “Mesmo assim, é importante sempre realizar lubrificação dos elementos mecânicos, além de inspeções visuais para acompanhar o funcionamento de forma geral, como da rosca, válvula rotativa, sistema de limpeza com ar comprimido e outros”, enumera.

Silva também indica que a periodicidade da limpeza varia de acordo com cada aplicação específica, porém sempre deve ser feita antes que os resíduos atinjam as mangas filtrantes e provoquem um entupimento e uma consequente saturação. “O período de durabilidade pode variar de acordo com o produto exaurido”, afirma o engenheiro.

Exaustor  com tubulações metálicas

Exemplo de exaustor utilizado corretamente, com tubulações metálicas e dimensionamento ideal

Procedimentos

Renato Nunes, da Arpi, acrescenta que o período de troca das mangas pode variar de acordo com o material a ser aspirado (madeira maciça, MDF, entre outros), assim como o uso do mesmo, “mas nunca deve ultrapassar o período de 18 meses”, alerta. Outro ponto importante destacado por Nunes é verificar se as vedações do coletor encontram-se em boas condições. Caso contrário, isto pode interferir no bom funcionamento do equipamento.

Roberto Pereira, da Smartech, enfatiza ainda que além das mangas é importante verificar a limpeza do cone de entrada do coletor. “Antes do rotor existe uma tela de proteção e podem acontecer casos do coletor aspirar pedaços de madeiras, estopas ou algo do gênero”, explica. Esse material fica preso na tela de proteção dificultando a passagem do ar, o que diminui a eficiência. Outro item importante é o sentido de rotação do motor. “Se ele estiver no sentido errado, a eficiência também é menor. Existem setas nos coletores indicando o sentido de rotação”, aponta o gerente comercial.

A utilização de equipamentos de proteção individual (EPI’s) também é necessária em qualquer circunstância, adverte Renato Nunes, da Arpi, principalmente óculos e máscara, já que o coletor estará trabalhando com a poeira coletada. Rafael da Silva, da Exaustec, também lembra que “é recomendado utilizar sempre uma graxa lubrificante para os acionamentos, como do ventilador, rosca e válvula rotativa, de forma a provocar um menor desgaste, funcionamento silencioso, entre outras vantagens”, sugere.

Coletor de pó Exaustec

Manutenção preventiva aumenta a vida útil dos equipamentos e evita paradas não programadas

Garantia e durabilidade

Dependendo do modelo de coletor, a garantia varia de seis a 12 meses, conforme informação das empresas citadas, podendo chegar até 18 meses. “Como toda e qualquer máquina, o bom funcionamento depende do dimensionamento, utilização correta, e também da boa conservação”, enfatiza Pereira.

“O tempo de garantia desses equipamentos está sujeito a alterações, porém é possível afirmar que os coletores de pó e filtros de mangas da Exaustec possuem uma longa vida útil, desde que não sejam utilizados de forma errônea e os procedimentos de manutenção sejam realizados conforme recomendado”, corrobora Rafael Machado da Silva.

O engenheiro diz que ao realizar a manutenção preventiva, os equipamentos ganham uma longa vida útil, pois evita-se a possibilidade de acontecer uma parada não programada. Assim, há uma redução de situações adversas, colaborando para manter a produção em alta.

Renato Nunes, gerente comercial da Arpi, argumenta que o tempo de durabilidade é muito variável, já que entra em questão o tipo de material a ser aspirado; o tipo de máquina em que está instalado; e a diferente gramatura do pó, além, é claro, da correta limpeza dos filtros.

Outro ponto a ser anotado são os processos de limpeza utilizados para os diferentes tipos de coletores. Apesar da maioria das limpezas de filtros serem semelhantes, o gerente da Arpi diz que em alguns casos se utilizam filtros cartuchos. “Estes filtros têm uma maior área de filtragem e eventualmente podem ter uma periodicidade de limpeza menor do que os em poliéster”, afirma. “Independente do equipamento é importante ressaltar que o serviço seja realizado com o sistema em inatividade e com a rede elétrica desligada, de forma a evitar risco de acidentes”, acrescenta Rafael Silva, da Exaustec.


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