Logística reversa: Plano de ação é apresentado no Paraná

Documento que prevê ações para correta destinação de resíduos foi entregue ao secretário estadual do Meio Ambiente

Publicado em 28 de março de 2014 | 0:22 |Por: Marina Werneck de Capistrano

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Com informações Fiep/PR
A cadeia produtiva de madeira e móveis do Paraná entregou à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) seu plano para implantação da logística reversa no segmento.

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Durante a solenidade, que contou com a presença do secretário Luiz Eduardo Cheida, lideranças dos dois setores destacaram que a elaboração do plano só foi possível graças à união entre os 11 sindicatos industriais que representam essa cadeia produtiva no Estado e à articulação do Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Paulo Roberto Pupo, presidente do Sindicato das Indústrias da Madeira de Imbituva (Simadi) e coordenador do Conselho Setorial da Indústria da Madeira da Fiep, ressaltou que os setores de madeira e móveis ainda não estão incluídos na obrigatoriedade legal de elaborar planos de logística reversa, o que por enquanto só foi exigido para outros segmentos.

Crédito: Mauro Frasson/Fiep

Entrega do plano de logística reversa no Paraná

Laerty Dudas, o secretário Luiz Eduardo Cheida e os empresários Luiz Fernando Tedeschi e Paulo Roberto Pupo, durante a entrega do plano

Mesmo assim, para se antecipar à questão e aproveitar todo o movimento liderado pela Fiep para implantação da política no Paraná, os empresários decidiram aderir ao programa. “O fato de não termos ainda a obrigatoriedade de fazer parte desse processo tornou o convencimento dos nossos empresários um pouco mais difícil, mas assim mesmo tivemos uma grande adesão”, declarou.

O plano da cadeia de madeira e móveis é o terceiro que sindicatos industriais paranaenses apresentam à Sema este ano. Os dois primeiros foram entregues em fevereiro pelo Sindicato das Empresas de Eletricidade, Gás, Água, Obras e Serviços do Estado do Paraná (Sineltepar) e por dez Sindicatos da Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Paraná (Sindirepa). Todos os planos foram elaborados com a consultoria do Senai no Paraná, dentro de um processo iniciado em dezembro de 2012, quando Fiep e sindicatos industriais paranaenses assinaram com a Sema termos em que se comprometiam a atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A política instituiu, entre outros pontos, a obrigatoriedade da logística reversa – o caminho contrário que o produto faz após o seu consumo, passando por toda cadeia produtiva, voltando até o fabricante, que lhe dará a destinação final ambientalmente correta. Ao longo de 2013, sob coordenação do Conselho Temático de Meio Ambiente e com apoio técnico da Gerência de Fomento e Desenvolvimento da Fiep, foram realizadas diversas reuniões setoriais para definir cronogramas e estratégias para a implantação da logística reversa em diferentes segmentos industriais do Estado.

Para o secretário Luiz Eduardo Cheida, a parceria entre Sema e Fiep na condução dos trabalhos relativos à logística reversa no Estado e os primeiros planos apresentados devem servir de modelo para o restante do país. “Esse plano com certeza absoluta nos garante não apenas a tranquilidade de que estamos avançando e fazendo certo, mas também que possamos mandar para o Brasil as experiências que estamos tendo aqui”, afirmou.

Plano de Ações

Luiz Fernando Tedeschi, presidente do Sindicato da Indústria do Mobiliário e Marcenaria do Estado do Paraná (Simov), também destacou a grande adesão dos sindicatos e empresários da cadeia produtiva nas reuniões setoriais. Para ele, o fato de o segmento ter se antecipado à obrigatoriedade legal mostra que os empresários estão conscientes de que a logística reversa veio para ficar. “Essa é uma trajetória sem retorno, dentro de um processo que vai gerar melhorias para toda a sociedade”, declarou.

O plano elaborado pela cadeia de madeira e mobiliário apresenta um panorama desses dois setores no Estado, composto por aproximadamente 5 mil empresas, que empregam 85 mil trabalhadores. O documento aponta quais são os principais resíduos gerados pelas atividades e traz uma série de metas a serem alcançadas para a efetivação da logística reversa. Também apresenta um cronograma de ações – a serem implantadas de imediato ou em curto, médio e longo prazos – para que as empresas se envolvam no processo.

Para Pupo e Tedeschi, um dos principais mecanismos para o sucesso da logística reversa do segmento será a implantação de centrais de coleta e processamento de resíduos provenientes das indústrias. Uma dessas centrais já existe em Arapongas, principal polo moveleiro do Paraná. “A criação de centrais são fundamentais. Queremos aproveitar a capilaridade que o setor tem em todo o Estado para buscar parceiros e financiadores para a instalação dessas centrais”, Finaliza Pupo.


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