Lamigraf apresenta nova fábrica para o mercado moveleiro

Fundada em 1976, Lamigraf convida empresas e empresários do setor moveleiro para mostrar nova instalação

Publicado em 20 de Março de 2018 | 17:57 |Por: Thiago Rodrigo Pereira da Silva

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Em evento realizado durante todo o dia (20), a desenvolvedora de décors e fabricante de papéis decorativos para o revestimento de móveis, Lamigraf, exibiu para diretores, comerciais e executivos das fabricantes de painéis de madeira e outros players do setor moveleiro – incluindo as concorrentes também localizadas em Curitiba e Região – sua nova unidade fabril localizada em São José dos Pinhais (PR).

Os visitantes puderam conhecer as instalações da fábrica que vem operando desde agosto do ano passado. Assim, a companhia não parou por nenhum momento a produção no Brasil e, no novo espaço, conta com duas linhas de produção. Ambas imprimem com quatro cores e uma opera de 120 a 250 metros por minuto e a outra de 120 a 180 metros por minutos.

Thiago Rodrigo/Revista Móbile

Lamigraf - papéis decorativos - fábrica do setor moveleiro

Josep Colomer, fundador da Lamigraf

Logo depois, o fundador da empresa, Josep Colomer, disse confiar no Brasil como sede para o negócio – a fábrica também atende indústrias paineleiras de toda a América Latina. Além da ampliação e modernização das instalações da Lamigraf no Brasil, a nova sede também dobra a capacidade produtiva da companhia.

As tintas utilizadas para impressão dos papéis decorativos são fabricadas pela matriz na Espanha e importadas pelo Brasil, assim como os cilindros utilizados. No entanto, isso não será uma realidade até o fim deste ano, quando o investimento da nova fábrica será complementado com uma unidade de gravação de cilindros. A nova fábrica está localizada na Rodovia Contorno Leste BR 116, Nº 2007, em São José do Pinhais (PR).

Palestras da Lamigraf

Head de design do Grupo Lamigraf, Enric Canet, apresentou o novo conceito criativo da Lamigraf para 2018/2019. Canet revelou as tendências enxergadas pela companhia e que guia a empresa na criação de novos décors. São eles: Urban Harvest, Single Collective, Perfect Mess e Innovative Roots. Novos produtos desenvolvidos a partir destas tendências serão mostradas na ForMóbile 2018.

O Urban Harvest é o mainstream dos conceitos, com materiais naturais para espaços urbanos com hábitos da vida real. Já o Single Collective tem padrões para ambientes acolhedores, cálidos e relaxantes para escritórios e home offices. O Perfect Mess são lugares de efervescência criativa em que o perfeito convive com o imperfeito. Já o Innovative Roots é a simbiose de tradição e inovação, com materiais desgastados e metais.

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O diretor de conteúdo e relacionamento da Casa Cor, Pedro Ariel Santana, falou sobre as tendências do evento apontando vários ambientes criados para a Casa Cor, mostrando o diferencial do design nos espaços criados pelos arquitetos e como eles se enquadram dentro das tendências do mundo hoje. “Tendência é reação às transformações da sociedade”, disse.

Divulgação Lamigraf

Lamigraf - papéis decorativos - fábrica do setor moveleiro

Empresa espanhola fundada em 1976 em Barcelona, Lamigraf está presente no Brasil desde 2013

Já a head of research, Andrea Greco, apresentou a palestra Anatomia de uma tendência. Jornalista e analista de tendências, Andrea é diretora da Berlin, empresa de pesquisa de mercado, pessoas e tendências, e também falou sobre a tendência. “É um processo social em que gostos mudam, é também uma convergência de um gosto coletivo que refletem em mudança de valores e que influenciam diretamente no consumo”, explicou.

– Conceitos da fornecedora espanhola traduzem o comportamento humano

Além do modismo, que é passageiro, Andrea falou da macrotendência, que é o que interessa às grandes marcas e empresas do setor moveleiro. “As tendências tem origem na reação ao acontecimento externo e/ou ao mainstream”, salientou a analista, que exemplificou com o envelhecimento populacional, no qual em 2035, ¼ da população brasileira terá mais de 60 anos e impactará diretamente a forma como as pessoas consomem. Segundo ela, a crise também gerou uma nova tendência, a do minimalismo e da simplicidade, assim como o aquecimento global que deflagrou a macrotendência da sustentabilidade.


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