Indústrias do PR apresentam plano de logística reversa

Logística reversa é um conjunto de ações que propõe que os produtos retornem ao fornecedor, para que esse dê a correta destinação ambiental

Publicado em 2 de outubro de 2014 | 14:21 |Por: Maria Heloisa de Miranda, equipe de conteúdo

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Preocupados com as questões ambientais, os industriais do Paraná dos setores de madeira e mobiliário se anteciparam e entregaram, neste mês, um plano nacional que visa uniformizar as atividades do setor à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema). Um dos pontos desse plano é a aplicação da logística reversa, que consiste em devolver o produto – após seu consumo, para que o fabricante dê a ele a destinação final ambientalmente correta.

O setores de madeira e móveis representam a maioria das exportações brasileiras, mas ainda não tem obrigatoriedade de elaborar planos como esse. O movimento é liderado pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) com apoio de 15 sindicatos e da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci).

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Logística reversa: Plano de ação é apresentado no Paraná

O plano apresenta um panorama dos dois setores no Paraná, composto por aproximadamente 5 mil empresas, que empregam 85 mil trabalhadores. O documento aponta quais são os principais resíduos gerados pelas atividades e traz uma série de metas a serem alcançadas para a efetivação da logística reversa, além de um cronograma de ações para que as indústrias se envolvam no processo.

Futuramente, outras ações podem ser implantadas, como uma parceria com o Senai para a formação de mão de obra. Todo o trabalho se baseará em três eixos: responsabilidade compartilhada, a definição de custeamento dos centros de reciclagem e a operacionalidade e interação com outros segmentos.

Para o secretário executivo da Abimci, Paulo Roberto Pupo, o Paraná pode ser um case para o restante do país. “A Abimci tem em sua base de associados 16 Estados representados. Dessa forma, estamos preparados para coordenar essa ação nacionalmente”, afirma. O executivo pondera, que para uma ação como essa ter sucesso nacionalmente, será preciso disseminá-la de forma uniforme, envolvendo setores privado e público, porque o tema exige responsabilidade compartilhada e uma mesma interpretação de todos os envolvidos na cadeia produtiva.

De acordo com ele, ações como essa garantem a sustentabilidade da atividade e, consequentemente, a perpetuidade da matéria-prima e do meio ambiente, e também a qualidade de vida dos trabalhadores e da comunidade. “Não há mais como imaginar o sucesso de um negócio sem pensar nesses três pilares e o setor de base florestal está fazendo a sua parte”, conclui.

(com informações da assessoria de imprensa)


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