Indústria registra crescimento em julho

Apesar das elevações tímidas em alguns pontos, a indústria ainda não obteve resultado suficiente para virar o jogo em 2014

Publicado em 4 de setembro de 2014 | 15:01 |Por: Julia Zillig Rodrigues

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indústria brasileira interrompeu o ciclo de quedas sucessivas registradas nos últimos meses, segundo o levantamento Indicadores Industriais do mês de julho divulgado pela Confederação Nacional da Indústria. De acordo com a entidade,  o faturamento real dessazonalizado subiu 1,2% em julho em relação ao mês anterior. Porém, o resultado não foi suficiente para reverter a tendência de queda no ano. O resultado é 5,1% inferior ao apurado em julho do ano passado.

Marcos Santos/USP Imagens

Indicadores industriais - eMobile

Setor registra crescimento, porém ainda insuficiente para reverter o quadro negativo em 2014

Em relação às horas trabalhadas, de acordo com o indicador dessazonalizado, houve um aumento de 2,6% de julho frente a junho, rompendo uma sequência de quatro quedas seguidas. Porém, em relação ao mesmo período de 2013, o resultado ainda é negativo – 2,3% inferior ao apurado há 12 meses.

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Sobre a utilização da capacidade instalada, a indústria operou em julho, em média, com 81% da capacidade instalada, sendo 0,6% acima do índice registrado em julho, contabilizando a primeira alta após quatro meses seguidos de retração. Sobre 2013, o indicador está  1,4% abaixo do nível obtido no período.

No emprego, mais um índice que registra baixa. Segundo a confederação, o crescimento da atividade não foi suficiente para frear a redução do quadro de trabalhadores da indústria. O indicador dessazonalizado caiu 0,2%, contextualizando a quinta queda consecutiva. Na comparação com julho de 2013, o resultado é ainda mais negativo, com retração de 0,6%.

Como reflexo da piora no mercado de trabalho, houve queda de 0,2% em julho na massa salarial, somando a quinta baixa no ano. Já o rendimento real subiu 0,1% em julho, mantendo a estabilidade. Em comparação com os últimos 12 meses, o dado atual é 0,4% maior. Apesar de positiva, a taxa desacelerou fortemente nos últimos quatro meses.

(com informações da CNI)


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