Indústria química registra crescimento de importações

Adecol registrou aumento no 1°semestre de 2016 e indica início de retomada do setor para o final do ano e início de 2017

Publicado em 4 de agosto de 2016 | 9:36 |Por: Phaenna Assumpção

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A empresa de adesivos industriais, Adecol, fechou recentemente seu balanço para o 1º semestre de 2016. Registrou um aumento de 24,43% em faturamento e 5,41% em volume em comparação ao mesmo período de 2015, alcançando sua meta no 1o semestre para atingir o faturamento de R$ 150 milhões até o final de 2016.

adecol

Faturamento Adecol

jun/15 x jun/16 – Crescimento 23,35%
1o sem/15 x 1o sem/16 – Crescimento 24,43%

Volume Adecol (kg)

jun/15 x jun/16  – Crescimento 17,28%
1o sem/15 x 1o sem/16 –  Crescimento 5,41%

Um dos setores mais afetados pela crise brasileira, a indústria, começa a dar indícios de que em breve pode retomar seu equilíbrio e até almejar um crescimento para um futuro próximo.

A performance é ainda uma exceção no mercado químico, porém o aumento generalizado das importações registrado pela Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química) demonstra a retomada do setor como um todo após um período de retrações.

Segundo a Abiquim, no período de janeiro a maio de 2016 a quantidade importada de produtos químicos foi de 13,8 milhões de toneladas, um aumento de 9,8% em comparação com o acumulado entre janeiro e maio de 2015.
Já as exportações de produtos químicos movimentaram 6,8 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2016, crescimento de 11,3% em relação ao acumulado de janeiro a maio de 2015.

Os dois índices são fundamentais para o desempenho de um terceiro índice: a queda do deficit acumulado da balança comercial de produtos químicos.

Indústria química (volume/ toneladas)

Comparativo
Jan-Mai 2015 x Jan – Maio 2016

Importações (jan – mai 2016) 13,8 milhões – Crescimento 9,8%
Exportações (jan – mai 2016) 6,8 milhões – Crescimento 11,3%

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Estratégia

Exportação e inovação são os pilares da estratégia de ação da Adecol, que difere a empresa no cenário econômico do país. Atualmente a empresa está agindo com determinação em sua internacionalização na América Latina.

“Ano passado fizemos o projeto de internacionalização e em 2016 arregaçamos de vez as mangas para nos estabelecer na América Latina. O resultado disso é que dobramos nosso faturamento em exportações. Estamos com representantes em todos os países do bloco e já contamos com ótimos resultados na Bolívia e no Chile. Para conquistar a América Latina não estamos medindo esforços, fomos até a Alemanha”, conta Ana Júlia Kiss, diretora de produção da Adecol, referindo-se à presença da empresa em grandes eventos internacionais.

Parte fundamental do DNA da Adecol, as inovações permanecem como carro-chefe da empresa, que investe 5% de tudo o que fatura em pesquisa e desenvolvimento. A empresa atua para o Mercado interno, porém vem firmando parceria com gigantes multinacionais para o desenvolvimento de produtos em conjunto. “Em outubro viajaremos novamente para a Europa para apresentar principalmente ao Mercado latino um produto que desenvolvemos com a gigante multinacional Dow Chemical e que foi escolhido por ela como case a ser destacado para o Mercado mundial”, comemora Ana Julia.

O que diz a FIESP, a FGV e o Ministério da Fazenda

Segundo Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas de Estudos Econômicos da Fiesp, atualmente já se nota uma redução no ritmo de queda da indústria e embora a entidade considere 2016 mais um ano perdido, a performance do 1º semestre do ano e as expectativas para os próximos meses corroboram para a retomada do setor em 2017. “A reversão da atividade econômica está se aproximando”, diz Francini.

Outro indicador de melhora do setor é o aumento do índice de confiança da indústria, catalizado pela redução do risco fiscal e retomada das exportações. Um bom exemplo da redução do risco fiscal foi o desempenho do PIB brasileiro no 1º trimestre de 2016. A expectativa de queda era de 0,8%, porém o País fechou o período com uma queda bem menor, de 0,3%.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) de junho atingiu o maior nível desde fevereiro de 2015, alcançando 83,4 pontos, subindo 4,2 pontos, num movimento traduzido pela FGV como “redução do pessimismo”. Ainda de acordo com a FGV, entre maio e junho, o percentual de empresas prevendo reduzir a produção nos meses seguintes diminuiu de 28,7% para 16,0% do total, enquanto a parcela de empresas que espera aumentar a produção passou de 23,4% para 24,2%

Apesar do cenário menos turbulento, antigas reivindicações da FIESP se mantêm principalmente as que fazem parte do denominado “Custo Brasil”, que impedem a competitividade da indústria brasileira no mundo. São eles tributação, custo de capital de giro, de energia e matérias-primas, infraestrutura e taxa de câmbio, entre outros.


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