Indústria italiana de máquinas registra bons resultados

Números do segundo período trimestre de 2014 surpreenderam a Acimall, que divulgou seus dados na última quinta-feira (11)

Publicado em 15 de setembro de 2014 | 11:46 |Por: Renata Bossle

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Divulgação Acimall

Sede da Acimall em Assago, na província de Milão

Sede da Acimall em Assago, na província de Milão

A pesquisa sazonal de mercado da Associação Italiana de Máquinas e Ferramentas para a Indústria Madeireira (Acimall) mostrou um aumento no número de encomendas realizadas durante o período de abril a junho de 2014. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o número de vendas para o mercado italiano subiu 32,9%.

Observando a mesma comparação, a Acimall apontou que as vendas para fora do país aumentaram em 25,8%. Assim, no total, as vendas registraram alta de 28,7%. “Esses números encorajadores devem ser avaliados levando em consideração o contexto econômico do período, o qual foi muito positivo, ainda que os próximos meses devam registrar os impactos da crise política em muitos mercados, alguns deles estratégicos”, afirma a Associação, em nota. Desde o começo do ano, os preços subiram 0,8%, sendo que já havia sido registrada uma alta de 0,6% ao final de março.

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Além disso, a Acimall observou que uma tendência similar de crescimento pode ser constatada em outros segmentos da indústria italiana. De acordo com a Associação Italiana de Fabricantes de Ferramentas, Robótica e Sistemas Automizados (Ucimu), por exemplo, as ferramentas para maquinário metalúrgico cresceram 14,4% no trimestre em comparação ao mesmo período de 2013, registrando aumento de 38,2% nas vendas para o mercado interno.

Divulgação Acimall

Evolução do número de vendas da indústria italiana de maquinário

Evolução do número de vendas da indústria italiana de maquinário

 

Indústria otimista

Segundo uma pesquisa de qualidade feita pela Associação, 42% das empresas entrevistadas indicaram uma tendência positiva para a produção, 47% acreditam em estabilidade e 11% apontam queda – na consulta anterior, 18% falaram em queda. Já o emprego foi considerado estacionado para 84% da amostra e em crescimento para os 16% restantes. Na pesquisa anterior, 27% dos entrevistados temiam uma redução das vagas. Por fim, os estoques estão estáveis para 74%, em decréscimo para 21% e aumentando para 5%.

“Esses resultados apontam possibilidades de curto prazo para a indústria”, relata a Acimall, que continua: “Apesar do aumento do número de pedidos, os empresários estão preocupados com o futuro próximo, uma evidência da sensibilidade dos negócios em relação aos acontecimentos internacionais”.

Com relação ao mercado doméstico, 16% da amostragem espera encolhimento, 79% acreditam em estabilidade e 5% querem um aumento (balanço negativo de 11 pontos, alta em relação aos -14 pontos do período de janeiro a março). Além disso 26% dos entrevistados esperam um aumento das encomendas para o próximo trimestre, o mercado ficará estável para 63% e haverá queda para 11% (balanço positivo de 15 pontos; enquanto o trimestre anterior registrou 46).


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