Marcelo Prado aborda “indústria da transformação” no 27º Congresso Movergs

Marcelo Prado explica como funciona processo de mudança da matéria prima

Publicado em 11 de julho de 2017 | 14:22 |Por: Érica da Costa Diniz

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A indústria da transformação guiará o tom da apresentação do economista e diretor do Iemi – Inteligência de Mercado, Marcelo Prado no 27º Congresso Movergs. Com o tema “Os números da Indústria de Móveis no Brasil”, ele discutirá a respeito do mercado moveleiro no País e os desafios da retomada na oferta e no consumo no evento da próxima quinta-feira, dia 13 de julho, no salão Malbec, do Dall´Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves.

Realizado pela Associação das Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul (Movergs), nesta edição o evento – que tem o objetivo de reunir profissionais da cadeia produtiva para atualizar conhecimentos, reciclar práticas e ter acesso a novas informações – terá como tema “transformação”.

Jorge Mariano/Revista Móbile

Marcelo Villin Prado, diretor do IEMI - Instituto de Estudos e Marketing Industrial - indústria da transformação

Marcelo Villin Prado, diretor do Iemi – Instituto de Estudos e Marketing Industrial

Uma questão importante que o especialista irá abordar no Congresso é a indústria da transformação, como ocorre o processo para deixar de ser um produto florestal e ser transformado pela indústria.

“Primeiro a árvore é retirada valendo R$ 0,35 o quilo, depois vai para a indústria de painéis valendo R$ 1,30 o quilo (vendido em chapa), no final do processo o móvel vale R$ 6,50 o quilo, isso significa que multiplicou 22 vezes o seu valor original”, explica.

Apenas nessas etapas o processo já envolveu e remunerou 340 mil pessoas diretamente. “Isso é a indústria da transformação, entregar valor, renda e emprego ao mesmo tempo”, afirma.

O processo de agregação moveleira é igual ao da indústria têxtil, no qual uma fibra vegetal sai a menos de R$ 2,00 o quilo, que depois de percorrer um longo processo de transformação, tem o valor multiplicado em mais de 60 vezes. Assim como no setor têxtil, o especialista acredita que os móveis também tenham essa condição de reter o valor de agregação.

Congresso moveleiro e Indústria 4.0

“No Brasil nós importamos móveis a R$ 25,00 o quilo, enquanto exportamos a R$ 6,50. Isso ocorre porque fabricamos “caixinhas”, pois falta inovação e design. Nossos móveis são muito iguais, não valorizam os móveis vendidos. Se usarmos todo o potencial, toda a transformação que móveis permite, temos condição de saltarmos de 22 vezes de agregação de valor para 60 vezes em alguns nichos”, salienta.

Para o especialista o setor deveria estar agregando pelo menos 35 vezes em média sobre cada móvel. Porém, é necessário estar atento ao problema da limitação do poder de compra dos brasileiros para produtos que precisam de crédito, porque o custo de dinheiro no Brasil é muito caro. “Parte disso está limitada, mas quem sabe com os juros a 7% em 2018 abra um espaço maior para esse negócio”, avalia.

Prado finaliza ressaltando que “país rico é país industrializado. A indústria da transformação tem que ser muito prestigiada e privilegiada nas decisões políticas e econômicas porque é quem realmente tem a capacidade de agregar esse valor”, destaca.


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