Indústria brasileira tem desafio de qualificar profissionais até 2020

Segundo Senai retomada do crescimento da economia brasileira pode ser impedida por falta de mão de obra de qualidade

Publicado em 17 de janeiro de 2018 | 16:02 |Por: Ricardo Heidegger

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Devido o cenário econômico e político, o Brasil tem a missão de qualificar 13 milhões de profissionais até 2020, sob o risco de ter a retomada do crescimento da economia da indústria brasileira freada por falta de mão de obra qualificada. Os números apurados são do Mapa da Industrial 2017-2020, elaborado pelo Senai.

A região Sudeste do país, por exemplo, precisará preparar mais de um milhão de técnicos profissionais para atender as indústrias locais. Os estados da região Sul, 350 mil; do Centro-Oeste, 106 mil; do Norte do país, 82 mil; e do Nordeste, 247 mil profissionais técnicos.

O senador e líder do PTB no Senado, Armando Monteiro, comenta que o aumento da produtividade das indústrias nacionais é essencial para a retomada do crescimento da economia. Ele explica que o mercado internacional está cada vez mais exigente e para o Brasil obter resultados positivos terá de investir na inovação industrial.

“A indústria brasileira está desafiada a obter ganhos de produtividade. E o caminho para obtenção de ganhos de produtividade é a capacidade de inovar mais crescentemente, inovar processos, inovar produtos. Sem isso, a indústria brasileira não poderá suportar essa pressão competitiva em escala global”, afirma o profissional.

Para se ter um aumento da produção, do desenvolvimento de novas tecnologias e melhores produtos, a indústria brasileira precisa, prioritariamente, contar com profissionais qualificados. Cerca de 61% das empresas brasileiras têm dificuldades de encontrar no mercado profissionais técnicos capacitados para o preenchimento de vagas, de acordo com a pesquisa Escassez de Talentos, publicada em 2015.

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De acordo com a coordenadora de educação do Sesi-DF, Claudia Rocha, mesmo em período de altas taxas de desemprego, há no mercado nacional vagas abertas para o profissional técnico. “A indústria abre, às vezes, muitas vagas de emprego só que quando a pessoa vai para uma entrevista, chega lá e não tem a qualificação necessária que a indústria precisa. Então, o curso profissionalizante vai ajudá-lo de tudo quanto é forma, você pode ter certeza, na questão da maturidade, na questão do empreendedorismo, na questão do mundo do trabalho, dele já sair com uma referência, com uma qualificação”, aponta.

De acordo com estudo elaborado pelo Senai, profissionais técnicos ganham salários até 18% mais, quando comparados com profissionais formados no ensino regular. As áreas que vão precisar de maior mão-de-obra qualificada nos próximos quatros anos são as do Meio Ambiente e Produção e Metalmecânica.

(com informações de assessoria)


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