Indústria 4.0 e Novo Brasil em debate no 27º Congresso Movergs

Evento trouxe o engenheiro Ernst Esslinger para debater sobre a Indústria 4.0 e o jornalista Arnaldo Jabour para fazer reflexões sobre o projeto Um Novo Brasil

Publicado em 20 de julho de 2017 | 9:57 |Por: Paulinne Giffhorn

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Durante o 27º Congresso Movergs, realizado no dia 13 de julho, em Bento Gonçalves (RS), cerca de 500 profissionais de diversos estados se reuniram para refletir sobre os desafios da retomada e as expectativas para a economia no Brasil. Além desses temas, o engenheiro alemão e especialista na área de produção conectada, Ernst Esslinger, debateu sobre a chegada da indústria 4.0 na indústria moveleira.

Divulgação Movergs

Novo Brasil - Indústria 4.0

O engenheiro alemão Ernst Esslinger

O terceiro palestrante do evento explicou que todos os setores envolvidos com a indústria 4.0 devem estar conectados e que seu surgimento deve ser encarado como uma oportunidade para a indústria.

Na ocasião, o palestrante trouxe o exemplo de uma empresa líder de cozinhas na Sérvia, na qual o cliente faz o planejamento de seu produto através do site e recebe a mercadoria em até 48 horas. Ainda na fábrica, todas as peças recebem um código de barras, o que permite que a produção apresente uma margem de erro praticamente nula.

O engenheiro alemão apresentou, ainda, o Grupo Homag e explicou de que forma a “produção conectada” funciona dentro da empresa. Mostrou o sistema Tapio, desenvolvido pela empresa alemã e que representa uma solução para a indústria, podendo, com isso, reunir todo o tipo de fornecedores do setor. Uma de suas aplicações é tornar possível o acesso a uma máquina e suas configurações através de um celular.

Interfaces padronizadas e a importância da segurança na área de TI, foram destacados por Esslinger como pontos que são motivo de atenção na implementação da Indústria 4.0 no mundo. Mas foi positivo quando afirmou que a indústria moveleira é a que está mais próxima da Indústria 4.0, em determinados países, se comparada à de outros segmentos.

Já a respeito do Brasil, o palestrante destacou que o investimento é o principal obstáculo para a implantação da Indústria 4.0, por conta da crise, os altos custos da instalação ainda não são viáveis.

Novo Brasil
Durante uma hora o jornalista e comentarista político da Rede Globo e da CBN, Arnaldo Jabor, falou sobre o projeto intitulado Um Novo Brasil. Com muito humor, Jabor fez reflexões de temas delicados e afirmou que “o País estava precisando passar por tudo isso”, se referindo aos diversos acontecimentos políticos.

Novo Brasil - Indústria 4.0

O jornalista Arnaldo Jabor apresentou o projeto Um Novo Brasil

“Sempre vivemos em uma guerra surda entre o atraso e a modernização”, considerou, e analisou o raciocínio comum que ainda permeia a nossa sociedade de que é bonito ser pobre e feio ser rico. Para Jabor, os brasileiros vivem hoje as consequências de sua formação histórica, das suas origens e dos vícios oriundos do isolamento da sociedade em relação ao poder, mostrando que a ideia de que é lícito roubar o Estado vem desde a Colônia, e a corrupção e o conceito de cordialidade estão entranhados no brasileiro.

“Foi nos últimos anos que as pessoas passaram a entender que a corrupção impede a governança. Impede o desenvolvimento”, avaliou, e completou: “Antes o corrupto era visto com beleza. Já o honesto não fazia sucesso nem na sua própria casa. Isso foi formando a gente”.

Jabor defendeu que a modernização no Brasil é a democracia, a estabilidade financeira e econômica, é dar a sociedade o seu papel decisório e diminuir o Estado para que ele faça o bem às pessoas. “A sociedade tem que ter poder. A evolução é fundamental e você faz parte de um conjunto, não vive em uma ilha. É acreditar na administração e não em delírios ideológicos”.

– Retomada e expectativas no Congresso Movergs

Segundo ele, pela primeira vez o brasileiro tem um predomínio sobre a ‘coisa’ contemporânea do atraso. E isso tem a ver com as mudanças do mundo nos últimos 30 anos, com a revolução digital e com a globalização. “Há uma consciência maior. Não achamos que estamos indo para o brejo e nem que vamos chegar lá. Estamos mais bem informados”.

No final, quando questionado sobre o avanço do Brasil e o atual cenário, Arnaldo Jabor ponderou que o progresso é possível, se forem evitadas as condições que o impedem. “O Brasil vive momento único que pode superar o atraso porque estamos passando por uma crise que é difícil feito um parto. Não existe parto sem dor. A mulher vai dar à luz a um filho e dói”, finalizou.


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