Indicador de investimentos da indústria avança no 2º trimestre de 2017

O Indicador da Fundação Getúlio Vargas avançou 7,9 pontos no segundo trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, atingindo 107,9 pontos, o maior nível desde o terceiro trimestre de 2014

Publicado em 26 de junho de 2017 | 12:00 |Por: Pedro Luiz de Almeida

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A Fundação Getúlio Vargas divulgou os dados do Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria, que mede o desejo de investimento das empresas industriais, tendo como objetivo antecipar as tendências econômicas. Esta edição da Sondagem coletou informações de 747 empresas, entre os dias 03 de abril e 31 de maio. No segundo trimestre de 2017, o indicador avançou 7,9 pontos, em relação ao trimestre anterior, atingindo 107,9 pontos, o maior nível desde o terceiro trimestre de 2014 (109,3).

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investimentos da indústria

No segundo trimestre de 2017, 25,6% das empresas estão prevendo em investir mais nos 12 meses seguintes

“O nível do indicador de investimentos da indústria é ainda baixo, comparável ao do final de 2014, quando a economia já estava em recessão. Além disso, quase toda a coleta para esta edição ocorreu antes da crise política deflagrada em 17 de maio, um fator de incerteza que pode atenuar o ritmo de recuperação”, analisa o superintendente de estatísticas públicas da FGV/IBRE.

Investimento
No segundo trimestre de 2017, 25,6% das empresas estão prevendo em investir mais nos 12 meses seguintes. Esse número superou o das que pretendem investir menos (17,7%). Um saldo positivo que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2015, quando os percentuais haviam sido de 28,5% e 27,7%, respectivamente. No trimestre passado, esses percentuais haviam se igualado em 19,9%.

Grau de incerteza e influência em relação aos investimentos
Neste trimestre, o número de empresas que irão seguir com os planos de investimento representam 25,0%, e superou o número de empresas incertas (21,3%) pelo segundo trimestre consecutivo. No trimestre anterior estas proporções haviam sido de 29,2% e 22,7%, respectivamente.

O saldo de respostas recuou, portanto, de 6,5 para 3,7 pontos, ainda positivo mas inferior ao registrado pela pesquisa nos anos de 2014 e 2015. Como as edições anteriores da Sondagem de Investimento demonstraram, ao nível da empresa, o aumento do grau de incerteza em relação ao plano de investimentos está relacionado a um aumento da probabilidade de revisões para baixo do volume de investimentos produtivos.


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