Iemi lança Relatório Brasil Móveis 2016

Números fazem parte do estudo recém-lançado “Mercado Potencial de Móveis em Geral 2016”, elaborado pelo Iemi

Publicado em 20 de junho de 2016 | 18:04 |Por: Guilherme Stromberg Guinski

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Segundo dados do Estudo do Mercado Potencial de Móveis, realizado pelo Iemi, a indústria de móveis no Brasil apresentou queda de 8,9% na produção, em 2015, que foi acompanhada por uma a queda de 7,9% no pessoal ocupado. Para 2016, mesmo com sinais de uma possível melhora no cenário econômico para os próximos meses, as estimativas de crescimento ainda não são positivas para a produção, até o momento, com uma queda esperada de 4,6% em volumes de peças. Com um câmbio mais favorável, a boa notícia fica por conta das exportações, que começam a ser retomadas e devem apresentar expansão de 5,7% já em 2016.

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“O Brasil chegou a exportar quase US$ 1 bilhão de dólares por ano, no início dos anos 2000. O Real supervalorizado reduziu este valor quase à metade. Com o esforço das empresas e das entidades que fomentam o comércio externo, o Brasil tem tudo para dobrar as suas exportações de móveis, nos próximos anos, em especial para a linha de móveis de madeira, onde o setor é muito competitivo, no País”, Afirma Marcelo Villin Prado, diretor do Iemi – Inteligência de Mercado.

Em 2016, as expectativas são de que a produção caia 4,6% em relação a 2015, enquanto que as exportações devem crescer 5,7%, fazendo com que o mercado externo eleve a sua representatividade junto à indústria nacional, elevando a sua participação de 3,5% para 3,9% da produção local.

iemiCanais de distribuição e consumo de móveis
Os diferentes formatos do varejo compõem o principal canal de escoamento dos móveis consumidos no país. Para a indústria, o varejo responde diretamente por 83% da distribuição de toda a produção nacional de móveis. O comércio corporativo e governamental somam 7,4%, o atacado representa 4,8%, a exportação soma 3,5%, os demais canais correspondem a 1,3%.

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Evolução do varejo de móveis e colchões no Brasil
Em 2015 o varejo de móveis e colchões movimentou no país 407 milhões de peças, uma alta de apenas 0,9% em relação ao ano de 2011. Deste total, 376 milhões de peças correspondem aos móveis e 31 milhões de peças aos colchões. Em valores nominais houve alta de 39,2% entre 2011 e 2015, sem descontar a inflação acumulada no período. Levando-se em conta a inflação, que acumulou de 32,0% entre 2011 e 2015, o aumento real do varejo de móveis foi bem mais modesto, com alta de 5,5%. Para 2016, espera-se uma queda de 3,2% nos volumes de peças, porém uma alta de 3,1% em valores (nominais).

iemi3Perfil da demanda
Em termos de consumo, a maior demanda potencial provém do grupo de consumidores da classe B, com 35,7% do valor gasto com móveis no país em 2015. A classe C aparece em seguida com 31,8%, a classe A com 15,3% e por último as classes D/E participando com 17,1% do consumo. Entre os estados, São Paulo é o maior produtor de móveis e também o maior consumidor, em seguida aparecem Minas Gerais e Rio de Janeiro. Entre as regiões, Sudeste é a maior produtora de móveis e também a maior consumidora, em seguida aparece o Nordeste e o Sul. Abaixo a análise por região:

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Unidades produtoras
De 2011 a 2015, a quantidade de unidades atuantes no setor aumentou 25,7%, com o surgimento de 4.137 novas unidades. Em relação ao último ano, houve alta de 4,7%, quando 911 unidades produtivas abriram suas atividades dentro do setor. As microempresas, de 1 a 9 empregados, representam 75,2% do universo empresarial e apenas 19,6% do pessoal ocupado. As grandes, acima de 249 empregados, somam apenas 0,5% das empresas e 17,8% do pessoal ocupado em 2015. As unidades produtoras estão localizadas principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde se concentram 77,5% do total, ficando a região Nordeste com 12,3% e as regiões Centro-Oeste e Norte, juntas, com 10,2% do total de unidades em atividade.

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Ocupação de pessoal
A região Sul é a maior empregadora do setor, superando levemente a região sudeste, durante o período analisado a região Sul foi líder no número de pessoal ocupado e participa hoje com 42,5% do contingente de empregos ofertados pela indústria de móveis no Brasil em 2015. A região Sudeste ocupa a segunda posição, com 42,4%, seguida da região Nordeste, com 9,3%. As regiões Norte e Centro-Oeste, juntas, detêm 5,8% dos empregos da indústria brasileira de móveis.

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Produção mundial
“O potencial de crescimento futuro é maior se considerarmos que a grande maioria da população mundial ainda sobrevive com baixo poder aquisitivo. Nos próximos anos, o crescimento da produção e do consumo deverá ocorrer à medida que as nações menos desenvolvidas consigam uma melhor distribuição de renda”, afirma Prado.

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Estes números fazem parte do estudo Recém-lançado “Mercado Potencial de Móveis em Geral 2016”, elaborado pelo Iemi e aponta os últimos números do setor moveleiro no Brasil.


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