Iemi apresenta estimativas de crescimento para o setor moveleiro

Durante o 8° Congresso Nacional Moveleiro o diretor do Iemi, Marcelo Villin Praso apresenta números do setor moveleiro

Publicado em 18 de setembro de 2017 | 7:00 |Por: Gabriela de Lara

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Nos dias 21 e 22 de setembro, em Curitiba, será realizado o 8º Congresso Nacional Moveleiro, voltado aos empresários e investidores do setor moveleiro. Promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), o congresso apresenta as principais novidades do e tendências do setor, além de discutir as transformações no mercado nacional.

Panorama do Setor Mobiliário e as Projeções de Mercado
No primeiro dia, às 11 h, o evento contará com a palestra “Panorama do Setor Mobiliário e as Projeções de Mercado”, de Marcelo Villin Prado, diretor do Iemi – Inteligência de Mercado, especializado no setor de móveis. O economista com mais de 25 anos de experiência no desenvolvimento de projetos de pesquisa e assessoria mercadológica, irá apresentar o panorama da produção, varejo, consumo e projeções para o mercado moveleiro nacional.

Divulgação IEMI

setor moveleiro

Setor moveleiro retoma crescimento segundo pesquisas do IEMI

De acordo com o Iemi, em 2017, o setor moveleiro deverá apresentar o inicio da retomada, com saldo positivo o que não se registrava desde 2014, quando se intensificaram as instabilidades econômicas no País.
Em 2016, em número de peças, foram produzidas cerca de 398 milhões de peças de móveis, 7,3% menos, em relação a 2015 e 15,5% menos, em relação a 2014. A boa notícia é que a produção em 2017 deverá alcançar cerca de 404 milhões de peças, índice 1,5% superior a 2016.

“Em um momento em que o setor moveleiro tem grandes desafios e oportunidades pela frente, conhecer a fundo as informações e o desempenho da indústria, do varejo e os hábitos de consumo do consumidor e a sua relação com as marcas, canais de compra e produtos são essenciais para fabricantes e varejistas”, explica Prado.

Móveis planejados ganham participação na crise
O Iemi também destaca os dados do desempenho do mercado de móveis planejados em novo estudo. Desde 2014, quando os resultados no setor moveleiro apresentaram quedas, o segmento dos móveis planejados, embora também afetado, veio ganhando participação na produção junto ao setor. “Segmentos de produtos com maior valor agregado dentro de um setor, como os móveis planejados, costumam sofrer menos com a crise”, informa Marcelo Prado.

Divulgação IEMI

setor moveleiro

Móveis planejados crescem em participação no mercado

Em 2014, o segmento participava com 8% na produção de móveis em número de peças, passando para 9% em 2015 e 9,5% em 2016. Em valores reais, o segmento participava com 19,5% em 2014, 20% em 2015 e 21% em 2016.

As redes de lojas são o principal canal de distribuição de móveis planejados, representando 64%, seguidas das redes de lojas de terceiros, representando 13,6%. Esta disposição não sofreu mudanças significativas nos últimos anos, sendo os canais de distribuição de móveis planejados bem definidos.

Os móveis planejados para cozinhas e dormitórios são os mais representativos no volume da produção nacional, representando mais de 60%: foram 13,6 milhões de peças produzidas em 2016. Na sequência, com 11%, aparecem os móveis planejados produzidos para o setor corporativo, sendo produzidas 4,1 milhões de peças para escritórios.

No varejo estimativas são positivas e dormitórios são destaque
O consumo aparente de móveis e colchões, destinados ao varejo, chegou a 423,8 milhões de peças em 2016, com recuo de 7% em relação a 2015. Para 2017, a produção deverá apresentar crescimento de 2% em volume de peças e 5% em valores em reais. O consumo aparente também tende a crescer 2% em volume de peças.

Divulgação IEMI

setor moveleiro

A estimativa em 2017 é alta de 2,6% em volume de peças para o setor

Dos 424 milhões de móveis e colchões disponíveis para o consumo no Brasil, aproximadamente 89% destinam-se à comercialização no varejo. Totalizando mais de 375 milhões de peças, entre as quais se incluem os móveis residenciais, o home office e os para escritório. Os 11% restantes dos móveis, ou cerca de 49 milhões de peças, são comercializados por meio de outros canais de venda (corporativos, licitações, atacadistas etc).

Em 2017 o varejo de móveis e colchões deverá movimentar aproximadamente 385 milhões de peças, correspondente a R$ 81,3 bilhões. Alta de 2% em volume de peças e 5% em valores em reais em relação ao ano anterior.

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Mais de 60% dos consumidores de móveis pesquisam na Internet antes de realizar a compra
A exposição dos produtos na Internet fornece informações aos consumidores gerando objetividade e segurança na hora da compra. A pesquisa do IEMI destinada a entender o comportamento de compra do consumidor do setor moveleiro também mostra que 63% dos consumidores brasileiros pesquisa na Internet antes de realizar uma compra. E 70% o faz para conhecer o preço do produto.

Divulgação IEMI

Setor moveleiro

A primeira consulta à modelos e valores é feita pela internet pela maior parte dos consumidores

Após a pesquisar, 69,9% dos clientes foram a uma loja física experimentar o produto antes da compra. Mas, ao final deste processo, apenas 18% optaram por comprar em uma loja virtual, e 80% optou por comprar na loja física.

Isto demonstra o crescimento das consultas na internet em relação aos dados da pesquisa de 2014. Na época, a porcentagem dos que pesquisaram na Internet antes da compra foi de 52% e os que compraram em loja virtual foi somente 11%, sendo que 88% deles compraram em lojas físicas do setor moveleiro, revendedores, feiras e marcenarias.

 


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