Painéis de madeira apresentam queda nas vendas domésticas em 2016

Por outro lado, painéis de madeira tiveram crescimento no volume de exportações da indústria florestal em 2016

Publicado em 9 de fevereiro de 2017 | 15:32 |Por: Érica da Costa Diniz

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A Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) divulgou essa semana a 32º edição do Cenários Ibá. O boletim mensal do desempenho do setor de árvores plantadas aponta que as vendas domésticas de painéis de madeira no acumulado de janeiro a dezembro de 2016 totalizam 6.238 milhões de m³, queda de 2,1% se comparado ao mesmo período de 2015. No entanto, o volume de exportações do setor paineleiro teve aumento de 64%.

Em dezembro de 2016, o consumo aparente de painéis de madeira alcançou 492 mil m², número 14,4% maior que o apresentado em 2015, quando foram consumidos 430 mil m³. Conforme aponta o gráfico abaixo, o mês de maior consumo aparente de painéis de madeira foi em março, quando registrou 594 mil m³.

Divulgação Ibá

Painéis de Madeira

Evolução do consumo aparente de painéis de madeira em 2016

Exportação
Os painéis de madeira obtiveram o melhor número, com pouco mais de 1 milhão de m³ (64%), seguida de 12,9 milhões de toneladas de celulose (12%) e 2,1 milhões de toneladas de papel. O saldo da balança comercial do setor de janeiro a dezembro de 2016 é de US$ 6,6 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 2,4 % em relação ao saldo. Em 2016, o setor registrou exportações no valor de US$ 7,6 bilhões (-1,6%); Painéis de madeira US$ 250 milhões (+28,2%), o papel US$ 1,8 bilhão (-7,4%), a celulose 5,5 bilhões (-0,5%).

A América Latina foi o principal mercado consumidor dos segmentos de papel e painéis de madeira, cujas exportações para a região representaram 60,6% (US$ 1,1 bilhão) e 54,4% (US$ 136 milhões), respectivamente. O mercado chinês se consolidou no ano como o principal destino das exportações de celulose, atingindo 38,9% de participação (US$ 2,1 bilhões), seguido pela Europa com 33,1% (US$ 1,8 bilhão). No ano passado a produção de celulose atingiu 18,7 milhões de toneladas (+8,1%); e a de papel manteve-se estável totalizando 10,3 milhões de toneladas.

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Segundo a presidente executiva do Ibá, este ano exigirá das indústrias do setor de árvores plantadas um grande esforço para recuperar a queda nos preços da exportação e garantir um crescimento real de receita. “O Banco Central já vem trabalhando para que a inflação fique dentro do centro da meta, porém é fundamental que concretizar outras reformas para que vejamos ainda este ano a recuperação sustentável da economia brasileira”, afirma.

Ela diz ainda que há a expectativa do setor florestal ter grande destaque, que o Brasil saia do quarto para o segundo lugar em produção mundial de celulose já nos primeiros meses de 2017, ficando na frente do Canadá e da China. Aumentando assim, a visibilidade do setor brasileiro no mercado mundial, agregando valor e reputação, além de potencializar o comércio e os investimentos.


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