Greve dos caminhoneiros afeta setor de bens de capital mecânicos

De acordo com um levantamento feito pela Abimaq e seus parceiros, 92% das empresas do setor sentem os efeitos da paralisação

Publicado em 29 de Maio de 2018 | 15:15 |Por: Ricardo Heidegger

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A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), realizou uma pesquisa com suas associadas para analisar o contexto atual das ações e serviços do setor em meio a greve dos caminhoneiros, que já chega ao nono dia. O levamento revela que o atraso na entrega de insumos, a falta de funcionários e a paralisação parcial da produção são alguns dos impactos ocasionados.

Divulgação Marcos Antonio Tavares

Greve dos caminhoneiros

Presidente executivo da Abimaq, José Velloso

“Temos relatos de nossas associadas de que várias matérias-primas e componentes não estão chegando nas fábricas, além de dificuldade de obter combustíveis e lubrificante por causa da greve dos caminhoneiros”, afirma o presidente executivo da Abimaq, José Velloso.

Velloso ressalta que algumas empresas já estão avaliando dar férias coletivas ou antecipar o feriado. “Os empresários estão com problemas de desabastecimento e isso é bastante sério. Esperamos que haja um acordo entre os envolvidos e que a greve termine logo para que a indústria volte a produzir como antes”.

O atraso na entrega de mercadorias de cliente e fornecedores, a paralisação parcial da produção, absenteísmo e falta de materiais para elaboração de refeição dos funcionários, são alguns dos relatos dos 92,7% dos fabricantes de máquinas e equipamentos com relação aos reflexos da greve dos caminhoneiros. Além deles, a perda de embarque de produtos para exportação, custos extras de armazenagem e logística completam a lista.

– Entidades do setor moveleiro apresentam opiniões diversas sobre greve

A pesquisa realizada pela associação também questiona, caso a greve dos caminhoneiros se estenda por mais alguns dias, quais medidas as empresas pretendem adotar. Férias coletivas, dispensa de colaboradores, trabalhar em regime de urgência e home office, reduzir semana trabalhada e produção e adiar alguns projetos, foram algumas das atitudes colocadas pelos empresários com o prolongamento da paralisação dos motoristas de caminhão.

(com informações de assessoria)


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